Mercado Municipal de Amarante // Januário Godinho

Wednesday, 20 April 2016

Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16
Amarante 04'16

PT
Quando visitei o Mercado Municipal de Amarante há anos atrás, no contexto da Faculdade, o edifício estava vazio e só a arquitectura de Januário Godinho enchia o espaço. Desta vez era dia de mercado e as vozes e as cores das gentes, roupas, frutas e hortaliças invadiam a estrutura.
Há algo no movimento das feiras e mercados que fascina. Vontade de tocar, cheirar e trazer ramos de flores, caixas de cores com sabor a fruta, couves de folhas maiores e mais vívidas do que as do supermercado. Revirar roupas e olhar com detalhe para a oferta de utensílios de metal, madeira, tecidos.

O edifício parecia agora talvez mais pequeno, mais baixo, menos imponente face à ocupação humana num contexto de compra e venda indiferente à assinatura da estrutura que o alberga. Pequeno na verdade para tamanha ocupação - as bancas alastram e a organicidade dos toldos compete com o ritmo recortado da cobertura metálica do mercado, preenchendo os espaços circundantes que parecem não chegar para o labirinto de passagens estreitas e as enormes carrinhas que não se sabe muito bem como foram ali parar.

Para ver o outro lado do rio é preciso sair do emaranhado de vendedores e descer escadas estreitas, quase por os sapatos na água, quase tocar na relva molhada e olhar em frente - e vale bem a pena.

EN
When I visited the Municipal Market of Amarante years ago, in the context of college, the building was empty and only the architecture by Januário Godinho filled the space. This time it was market day and the voices and colors of people, clothes, fruits and vegetables invaded the structure.
There is something in the movement of fairs and markets that fascinates. The will to touch, smell and bring bouquets of flowers, color boxes with fruit flavor, sprouts with larger and more vivid leaves than the ones bought in the supermarket. Turn around clothes and look in detail at the supply of tools in metal, wood, fabrics.

The building now seemed perhaps smaller, lower, less imposing in the face of human occupation in the context of buying and selling, indifferent to the signature of the structure that houses it. Small indeed for such occupation - the stalls sprawl and the organic awnings compete with the cut rhythm of the metalic market ceiling, filling the surrounding spaces that don't seem big enough for the maze of narrow passages and huge vans that we wonder how were able to get there.

To see the other side of the river is necessary to leave the maze of vendors and go down narrow stairs, almost get the shoes in the water, almost touch the wet grass and look ahead - and is well worth it.

0 comments:

Post a Comment

Ana Pina | blog

All rights reserved | Powered by Blogger

^