Antoni Gaudí

Wednesday, 29 October 2014

Barcelona 10'14
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1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Casa Batlló 8. 9. 10 .11. 12. 13. 14. Parc Guell 15. Sagrada Família

PT
Se visitarem Barcelona deixem-se encantar pela magia de Antoni Gaudí, que espreita a cada esquina... seja nos candeeiros da Plaça Reial, nas linhas sinuosas dos bancos do Parc Guell, em edifícios de habitação que mais parecem organismos vivos ou num dos ícones mais famosos da cidade: a Sagrada Família.

Preparem-se para esperar em filas de gente e esvaziar a carteira, mas escolham alguns espaços onde queiram realmente entrar, porque vale a pena (não se esqueçam de reservar antecipadamente pela net a entrada na Sagrada Família, porque as filas assustam o fã mais dedicado).

Como visitei em tempos a Casa Milà e a Sagrada Família (na altura sem tanta fila e ainda com a possibilidade de subir a pé os degraus das torres chupa-chupa), decidi-me agora pela Casa Batlló e pelo regresso ao incontornável Parc Guell (onde pasmei com o preço de entrada e o acesso restrito a slots de meia-hora).
Embora fique contente por eu própria ter oportunidade de viajar com mais facilidade do que há décadas atrás seria possível, não deixo de sentir também uma certa tristeza perante a forma como o turismo de massas acaba por destruir a genuinidade dos lugares, enquanto transforma espaços que deviam ser de lazer e vida local numa espécie de parque de diversões... consciente de que contra mim falo e decidida a aproveitar a viagem, tentei abstrair-me: reservei um momento para descontrair num dos bancos de ladrilhos mais afastados das multidões, percorri a sala hipóstila, bem mais calma, e disse olá à salamandra (da foto da praxe é que tive que desistir, porque começava a sentir-me ridícula).
Já na Casa Batlló tive oportunidade de fintar os turistas que enchiam as deliciosas salas do edifício com telhado de dragão em pleno Passeig de Grácia, enquanto admirava detalhes de tectos, vitrais, mosaicos, ferragens e caixilharias.

Embora considere que a arquitectura de Gaudí hesita entre a genialidade e a loucura, é difícil deixar de a achar brilhante pela sua identidade única. Em Gaudí tudo é permitido, a arquitectura ultrapassa o seu carácter funcional ou estético para chegar a outro nível - o do sobrenatural, o do humor, o da magia.
Da próxima vez que regressar, estou certa de que continuarei a ter mais construções de areia, insectos de ferro e bolachas de gengibre projectados por Gaudí para descobrir. E já tenho saudades de tudo.

[Revejam ainda os posts já publicados sobre a JOYA e a viagem a Barcelona.]

EN
If you visit Barcelona let yourself be amazed by the magic of Antoni Gaudí lurking around every corner... in the lamps of Plaça Reial, in the sinuous lines of Parc Guell, in residential buildings that look more like living organisms or in one of the most famous icons of the city: the Sagrada Familia. 

Get ready to wait in queues and empty your wallet, but choose some places that you really want to visit, because it's worth it (don't forget to book in advance the entry in the Sagrada Familia, because the queues scare the most avid fan). 

I once visited Casa Milà and Sagrada Familia (at the time without much queue and still with the possibility to walk up the stairs of the lollipop towers), so this time I decided to enter Casa Batlló and return to the inevitable Parc Guell (where I gawked with the entry price and the restricted access to half-hour slots).
Although I'm happy for myself to have the opportunity to travel more easily than would be possible decades ago, I can't avoid feeling a certain sadness at how mass tourism ultimately destroys the authenticity of places, while transforming spaces that should be of leisure and local life in a kind of amusement park... aware that I speak against myself and decided to enjoy the trip, I tried to distract myself of it: I reserved some time to relax on a bench made of a patchwork of tiles further away from the crowds, walked in the Hypostyle room, much quieter, and said hello to the famous salamander (I had to gave up of the usual photo though, as soon as I started to feel somewhat ridiculous).
At Casa Batlló I had the opportunity to dribble the tourists who crowded the delightful rooms of the building with the dragon roof at Passeig de Gràcia, while admiring details of ceilings, stained glass, mosaics, fittings and joinery. 

While I believe the architecture of Gaudí hesitates between genius and madness is hard not to find it bright for its unique identity. In Gaudí everything's allowed, the architecture goes beyond the functional or aesthetic character to get to another level - of the supernatural, the humor, the magic. 

The next time I come back, I'm sure I'll continue to have more sand castles, iron insects and gingerbread cookies designed by Gaudí to discover. And I miss everything already. 

[Don't miss the previous posts about JOYA and the trip to Barcelona.]

4 comments:

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    1. It's amazing! I really love it, every building I visit is a new and charming surprise :)

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  2. Obrigada Ana, por mais um fantástico post e pelas bonitas fotografias! Para a próxima vez que for a Barcelona, recomendo (vivamente!) mais Palau Güell e menos Park Güell:

    1) O palácio é mais uma casa que Gaudì construiu no final do século XIX para servir de residência a um rico empresário Catalão (desta vez, Eusebi Güell). Fechado em 2004 foi totalmente reconstruído pela Generalitat e reabriu ao público em 2011. Quando o visitei no final de 2012 ainda não estava devassado pelas multidões e conseguia-se apreciar calmamente. Fica na Carrer Nou de la Rambla 3-5, no Raval, mesmo à beira da Rambla entre as estações de metro de Drassanes e do Liceu.

    2) Visitei apenas uma vez o parque no breve ano que vivi em Barcelona e nunca mais lá tornei, embora visite regularmente a cidade todos os verões. Já à Sagrada Família volto sempre (na companhia de sócios, tendo por isso entrada livre, ainda que a hora marcada)... embora também atacada pelas massas ali não me sucede o sentimento claustrofóbico do parque, talvez porque haja sempre um banco para sentar e apreciar o monumento, a pequena evolução nos vitrais desde a última visita, ou o silêncio da cripta onde Gaudì descansa.

    Mais uma vez obrigada e continuação de bom trabalho!

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    1. Muito obrigada pelas palavras e pelas dicas!
      O hotel onde ficamos desta vez era precisamente na rua do Palau Guell (que não estou certa de alguma vez ter visitado, mas julgo que não! Isto significa que estou a ficar velha e a memória não é o que era...), mas acabamos por não entrar... o tempo era pouco e foi preciso fazer uma selecção. Como já visitei várias obras de Gaudí, acabei desta vez por escolher apenas uma: a Casa Batlló, para além do regresso ao Parc Guell.
      Continuo a achar que as visitas à Sagrada Família e ao Parc Guell são obrigatórias para quem vai a Barcelona pela primeira vez - e em grande parte foi por isso que decidi regressar ao Parc, porque quem foi comigo não conhecia ainda a cidade - mas confesso que fiquei com saudades do ambiente muito mais calmo das minhas primeiras visitas às atracções da cidade... já em 1996 e 2000. Irei certamente no futuro regressar à Sagrada Família para descobrir as diferenças na construção (mas com bilhete pré-comprado porque as filas eram de facto assustadoras) e dessa vez guardarei tempo também para o Palau Guell, que me deixou pena por não ter visitado desta vez!
      Até breve :)

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