Joana Vasconcelos | Palácio Nacional da Ajuda

Tuesday, 10 September 2013

Lisboa 08'13
Lisboa 08'13
Lisboa 08'13
Lisboa 08'13
Lisboa 08'13
Lisboa 08'13
Lisboa 08'13 Lisboa 08'13
Lisboa 08'13 
Lisboa 08'13

Antes de descermos até ao sul do país para umas descansadas férias junto ao mar, fizemos uma paragem de três dias em Lisboa, para por algumas visitas em dia.
Uma delas foi à exposição da Joana Vasconcelos, no Palácio Nacional da Ajuda. Uma semana antes do fim, as filas continuavam a acumular-se à entrada e mal sabia eu que, chegando cedo e com os bilhetes pré-comprados, me esperava 1h de espera.

A espera valeu a pena. Nunca tinha visitado o Palácio, mas uma vez lá dentro era difícil concentrar-me na história que as decorações do século XIX contavam. Cada sala escondia uma surpresa bem mais contemporânea, saída da mente criativa de Joana Vasconcelos - e eram muitas as surpresas, desde o percurso feito às escuras no início, entre um campo estrelado de flores, até à maravilhosa reinterpretação das faianças de Bordallo Pinheiro cobertas por rendas e às peças mais emblemáticas da artista, de maiores dimensões, como A Noiva ou Marylin.

Difícil era tirar fotografias. Mas a demora até conseguir o enquadramento ideal dava mais tempo para admirar as obras e a própria admiração das pessoas, que podiam nem sempre compreender o que viam, mas sem dúvida pareciam gostar.
Eu gostei - e muito. Mesmo tendo visto já imagens de algumas das obras, as surpresas sucediam-se. Admirável a reinterpretação contemporânea do universo tradicional, a ironia kitsch da abordagem, a chamada de atenção ao conteúdo através da forma, a utilização inesperada de materiais na concretização de peças cuja escala enche o espaço - e nem sempre só pelo tamanho.

Deixo-vos com algumas fotos. Espero que tenham ido também!
E se foram, digam-me o que acharam.

EN
Before we go down to the south of the country for a restful holiday by the sea, we made ​​a 3-day stop in Lisbon.
There, we took the time to visit the exhibition of Joana Vasconcelos at the Ajuda National Palace. A week before the end, queues continued to build up at the entrance and little did I know that, even arriving early and with pre-purchased tickets, I was expected a 1h wait.

The wait was worth it. I had never visited the Palace but once inside it was hard to concentrate on the history behind the nineteenth century decorations. Each room hid a much more contemporary surprise, out of the creative mind of Joana Vasconcelos - and there were many surprises, like the walk taken in the dark to begin with, between a starry field of flowers, to the wonderful reinterpretation of Bordallo Pinheiro's faience covered by traditional lace and the artist's most iconic pieces, as The Bride or Marylin.

It was difficult to take photos. But the delay to get the perfect framing was taken as extra time to admire the works and the admiration of the public, who didn't always seemed to understand, but definitely seemed to enjoy it.
I liked it - a lot. Even having already seen pictures of some of the works, the surprises just kept coming. I really admired the contemporary reinterpretation of the traditional Portuguese universe, the kitsch irony of the approach, the calling of attention to the content through the form, the use of unexpected materials in achieving pieces whose scale fills the space - and not just because of their size.

I leave you with some photos. Hope you enjoy it!
And if you were there too, tell me what you think.

0 comments:

Post a Comment

Ana Pina | blog

All rights reserved | Powered by Blogger

^