Kubuswoningen // Cube Houses | Rotterdam

Monday, 7 May 2012

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Kubuswoningen ou Casas Cubo, são um projecto do arquitecto Holandês Piet Blom, desenhadas em 1978 e construídas em 1984 na cidade de Roterdão. Poucos anos antes um conjunto de protótipos havia sido testado em Helmond.
O conceito: casas que são árvores habitadas, compondo no seu conjunto uma floresta urbana que aglomera várias funções (habitação, serviços, lojas), numa tentativa de afastar o espaço habitado do chão e criar a sensação de telhado urbano habitado.
No tronco de formato hexagonal distribuem-se as escadas de acesso, na copa a habitação é dividida em 3 pisos, estranhamente distribuídos num cubo elevado, girado a 45 graus. A estrutura foi realizada em betão no local e o esqueleto do cubo é feito em madeira.
Esta floresta, para além de ser um complexo habitacional composto por 38 casas cubo e outros espaços públicos e comerciais (incluindo dois cubos maiores, actualmente ocupados por um hostel), é também uma espécie de ponte urbana pedonal, que permite atravessar uma área de tráfego intenso no sossego de um percurso semi-privado.

É questionável a funcionalidade e o sentido prático de viver numa casa com esta configuração, onde nenhuma parede faz com o chão os tradicionais 90 graus... mas talvez uma visita ao seu interior se revele mais surpreendente do que decepcionante.
A mobília tem que ser feita à medida e o espaço tem que ser engenhosamente bem aproveitado se queremos fazer destes 100 m2 um espaço minimamente prático e confortável.
O espaço é aberto e flexível, os vãos exteriores permitem ter vistas desafogadas de ângulos inesperados.
Estas casas não se destinam, definitivamente, a um estilo de vida convencional - mas será que é estritamente necessário viver em espaços regulares?

Será um toque de génio ou a visão de um louco? Será apenas uma experiência arquitectónica que pretende testar os limites humanos da ocupação de um espaço habitável não-convencional ou um manifesto pós-modernista que deseja provar que o funcionalismo não é a solução para todos os problemas?
Não é certamente um exemplo a seguir ou um conceito a aplicar noutros contextos... mas é verdade que Roterdão é em grande medida uma espécie de recreio para muitos arquitectos contemporâneos testarem as suas teorias (e práticas) mais excêntricas.
É-me difícil defender a beleza ou o sentido prático das Casas Cubo, mas a visita à Casa-Museu - mobilada e habitada - deixou-me com vontade de transformar-me em cobaia e experimentar também viver num espaço que, não sendo convencional, sem dúvida apela à imaginação dos seus habitantes.

Podem ver mais fotos aqui ou aqui. Aguardo as vossas reacções!


Kubuswoningen or Cube Houses, is a project of the Dutch architect Piet Blom, designed in 1978 and built in 1984 in Rotterdam. A few years before a set of prototypes had been tested in Helmond.
The concept: homes that are inhabited trees, making the whole an urban forest clustering multiple functions (housing, services, shops) in an attempt to elevate off the floor the living space, creating the sensation of an inhabited urban roof.
In the hexagonal trunk are placed the access stairs, in the top the house is divided into three floors, oddly distributed in an elevated cube, rotated 45 degrees. The concrete structure was carried out on site and the cube skeleton is made of wood.
This forest, in addition to being a housing complex of 38 cube houses and other commercial and public spaces (including two larger cubes currently occupied by a hostel) is also a kind of a pedestrian urban bridge, allowing to walk through an intense traffic area in the quiet of a semi-private course.

It is questionable the functionality and practicality of living in a house with this setup, where no wall makes with the ground the traditional 90 degrees... but perhaps a visit to its interior proves to be more surprising than disappointing.
The furniture has to be tailored and the space has to be ingeniously well organized if we want to make this space of 100 m2 minimally practical and comfortable.
The space is open and flexible, the windows allow you to have nice views from unexpected angles.
These houses are not definitely intended to a conventional lifestyle - but is it really necessary to live in a regular shaped space?

Could it be a touch of genius or the vision of a madman? Is it just an architectural experiment trying to test the limits of human occupation of an unconventional living space or a postmodernist manifesto wanting to prove that functionalism is not the solution to all problems?
There isn't certainly a role model or a concept to apply in other contexts... but it is true that Rotterdam is like a kind of playground to many contemporary architects to test their more eccentric theories (and practices).
It's difficult for me to defend the beauty or the practicality of the Cube Houses, but the visit to the Show-Cube - furnished and inhabited - left me wanting to turn myself into a guinea pig and also experiment to live in a space that is not conventional and undoubtedly appeals to the imagination of its inhabitants.
You can see more photos here or here. I look forward to hearing your reactions!

3 comments:

  1. olha não sabia que se podiam visitar, só passei à porta. confesso que não sou muito fã e apesar de até ter gostado dos interiores que mostras, acho que dava em louca com tanta esquina bicuda.
    como statement até entendo mas cria mais problemas que resolve. 1978 em roterdão devia ser bem diferente!

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    1. Sim, é isso! Não me importava de experimentar durante uns tempos, mas era provável que começasse a dar em doida... aliás, era isso que eu pensava enquanto visitava o interior: "quanto tempo se conseguirá viver aqui sem se dar em maluco?..." Até porque havia algumas com o sinal de "vende-se/arrenda-se" o que me levou a pensar que a ocupação deve ser "rotativa" - e não deve ser só por não ser a casa perfeita para um casal com filhos :)
      Mas vale bem a pena entrar na casa, tem-se uma percepção bastante diferente do espaço e é interessante ver como alguns dilemas geométricos estão resolvidos - ou não :D

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  2. they make me dizzy... but it is a very intersting construction.

    xx
    evdokia

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