Midnight in Paris | Woody Allen

Tuesday, 14 February 2012






[credits: Midnight in Paris]

E como Paris é a cidade do amor, talvez não seja um dia mal escolhido para falar de Midnight in Paris, a última incursão pela Europa de Woody Allen.

Confesso que os filmes de Woody não foram para mim amor à primeira vista... não foram também paixão desenfreada que desvaneceu com o tempo... foi mais, provavelmente, uma curiosidade inicial marcada pela dúvida, que cresceu para uma relação amorosa algo inconstante mas segura, cheia de reviravoltas surpreendentes e algumas discussões previsíveis, mas inofensivas. Ri-me em alguns filmes, gostei muito de uns, ignorei outros e a outros ainda fiquei indiferente... mas foi com carinho crescente que aprendi a gostar da personagem algo melodramática que Woddy sempre (re)interpreta - embora ache que é quando ele não aparece, mas alguém do guião parece personificá-lo, que os filmes se tornam mais interessantes, sem nunca deixarem de ser pessoais.

A Europa sempre gostou mais de Woody Allen e este parece ter-se definitivamente rendido aos seus encantos. Adorei Match Point e Vicky Cristina Barcelona, por exemplo... mas há muitos, muitos clássicos ainda por ver.
Para alguém que é apaixonado por Paris, como eu própria, este último Midnight in Paris, vai parecer uma bela história de amor... de um artista pela cidade dos artistas. Impossível vê-lo e não sonhar com um regresso a uma das cidades mais belas do mundo.
A mensagem é clara e dá que pensar: o presente deixa-nos insatisfeitos, porque o ser humano é insatisfeito por natureza... qualquer regresso a um passado dourado e perfeito não é mais do que pura ilusão. Temos, sim, que aproveitar o presente e o que a vida nos oferece hoje - mas confesso que não me importaria de regressar atrás no tempo de vez em quando para conhecer algumas das personagens históricas que mais me fascinam! E mais não digo: vejam, vale a pena.


And as Paris is the city of love, this is certainly the right day to speak of Midnight in Paris, the last European incursion of Woody Allen.

I confess that Woody's films weren't exactly love at first sight for me... they weren't also an intense passion that faded with time... they were more probably an initial curiosity marked by doubt, which has grown into a lasting love relationship, secure even somehow inconstant, full of surprising twists and with some predictable but harmless discussions in the middle. I laughed in some movies, I really loved some, ignored others, and still others made me indifferent... but my fondness by the somewhat melodramatic character that Woody always (re)interprets began to grow with time - even though I think that's when he doesn't appear but somebody in the script seems to personify him, that the films become more interesting, never stopping being personal.

Europe always liked Woody Allen and he seems to have succumbed to its charms. I loved Match Point and Vicky Cristina Barcelona, ​​for example... but there are many, many classics still to watch.
For someone who is in love with Paris, like myself, the last Midnight in Paris will look like a beautiful love story... of an artist and the city of artists. It's impossible to watch it and don't dream of a return to one of the most beautiful cities in the world.
The message is clear and give us much to think about: the present leaves us unsatisfied, because human beings are unsatisfied by nature... any return to a golden
perfect past era is not more than an illusion. Rather, we must take advantage of the present time and what life offers us today - even though I wouldn't mind returning back in time from time to time to meet some of the historical characters that fascinate me the most! And I won't say more: watch the movie, it's worth it.

4 comments:

  1. já eu foi amor à primeira vista e não esmorece, apesar de haver uns filmes melhores que outros, claro.
    este, gostei mas não adorei.
    e gira a coincidência, ontem comprei bilhetes de comboio para paris e sem dúvida que quero ver as maravilhosas nympheas do monet!

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    1. Que inveja!! Aproveita bem a viagem ;)
      Pensar que quando estive em Paris, por falta de tempo e pura ignorância, quase perdia a visita ao Museé de l'Orangerie... as nympheas do Monet são deslumbrantes e sem dúvida imperdíveis!

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  2. eu confesso q tb n sabia da sua existência, foi com o filme q "descobri" e claro foi logo para a lista :)
    ana, do porto com a ryanair não custa (quase) nada! pensando bem n sei se voam para paris, mas voam para londres onde os museus são de graça ;)
    se vieres convido-te para um café! ou uma pint!

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    1. Sim, quando fomos a Paris foi pela Ryanair (voam para Beauvais), há cerca de 4 anos e meio! Já foi há tanto tempo... adorei a cidade, talvez por isso tenha compreendido tão bem a personagem principal do filme :) por mim também tinha ficado por lá!
      Em Londres estivemos no Verão de 2009 e achei fantástico os museus serem gratuitos :D Se voltar aceito essa pint! Aliás, Londres parece-me uma boa cidade para passar uma temporada, sabes? Qualquer dia escrevo-te e conversamos um pouco sobre isso...

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