Bratislava

Tuesday, 4 October 2011

Bratislava e Viena são as capitais europeias mais próximas entre si. Não admira: separam-nas apenas cerca de 60 km, distância facilmente percorrida numa viagem de 1h de comboio - ao custo de apenas 14€, ida e volta.
Programamos a nossa viagem de 16 dias de modo a ficarmos 6 dias em Viena, um dos quais seria passado em Bratislava. A visita valeu bem a pena e aconselho a fazê-la assim mesmo, em jeito de desvio (a menos que tenhas muito tempo para gastar, claro), porque 1 dia em Bratislava é tempo suficiente para ficar a conhecer com calma o simpático, mas pequeno, centro histórico.

Os comboios partem de hora em hora de Viena, por isso às 10h35 da manhã já estávamos a chegar a Bratislava, sem termos feito o esforço de acordar muito cedo. Descemos de eléctrico da estação de comboios para o centro histórico (o bilhete de comboio tem ainda a vantagem de incluir transportes públicos na cidade, durante o primeiro dia de visita) e ficámos desde logo a conhecer o Teatro Nacional e a avenida arborizada que serve de espaço de recepção a grupos de turistas que espreitam as muitas bancas de souvenirs.

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Nota-se que muitos dos visitantes fazem o mesmo que nós e estão de passagem: vêm numa viagem de um dia ou passam por aqui a caminho de outras paragens, de mala na mão. São muitos os grupos e os guias que falam em várias línguas e estreitam as já estreitas ruas do centro histórico - enchem os restaurantes e esplanadas e reduzem a visita às atracções principais, porque um dia chega para ficar a conhecer, mas não para aprofundar o conhecimento. Não entramos em Igrejas, Museus ou outros edifícios - preferimos antes percorrer a pé o belo centro da cidade, cuja escala permite um passeio com calma e muitas paragens em praças acolhedoras e agradáveis cafés pelo caminho.

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A primeira paragem seria em Hlavne Namestie, a praça principal da cidade, onde a fonte central e a cor das fachadas circundantes compõem um delicioso cenário. Em volta, todas as ruas, pequenas praças e recantos contribuem para um bom ambiente pitoresco. Na periferia não será bem assim... mas aqui, no centro, os espaços são cuidados, limpos e bem conservados. São muitos os cafés, bares e restaurantes, muitas as estátuas que nos espreitam de cantos inesperados, muitos os detalhes escondidos e ruas quase desertas por descobrir.


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Seguimos para o Castelo, o altaneiro edifício de quatro torres que nos olha do topo da colina, e pelo caminho cruzámo-nos com a Catedral de S. Martinho, em obras. Também em obras estava o Castelo, por isso não pudemos entrar para visitar o Museu Nacional, lá instalado. Pudemos, sim, passear pelos miradouros envolventes, espreitando as perspectivas para o centro da cidade, para a margem sul, para o rio, para a Nový Most (a Ponte Nova) e a sua torre que alberga um restaurante com o sugestivo nome UFO.

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O regresso à cota baixa foi agora feito a partir de norte, para termos a oportunidade de atravessar a porta da Torre com o mesmo nome de uma das mais animadas ruas do centro: Michalská. Aqui é possível observar aquela que é conhecida como a casa mais estreita da Europa, com 3 andares de altura e apenas 130 cm de largura.

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Não quisemos perder a oportunidade de almoçar um prato típico e escolhemos um dos restaurantes do centro para a aventura de descobrir na ementa algo que nos agradasse e surpreendesse. Entre mais salsichas, dumplings de pão e saladas avinagradas continuei sem perceber se esta gastronomia me convenceu totalmente ou se apenas me agradou inicialmente pela diferença.

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Por fim, depois de um almoço tardio e do centro histórico visitado, descemos até ao rio, onde fomos passeando pela marginal. Chegámos àquilo que parecia uma cidade diferente, pontuada pelo típico shopping, pelos apartamentos de luxo com vistas de rio e... bem, com um espectacular e extenso relvado entre a linha de esplanadas e o Danúbio, onde pudemos passar o resto da tarde a descansar com as costas deitadas na relva. Aqui também os locais descansavam, comiam ou marcavam encontros com os amigos e eu pensava que parecia um sítio bem agradável para se viver.

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Ao fim da tarde, regressados de comboio a Viena, jantamos ao som de música ao vivo e despedimo-nos da gastronomia local com um último jantar... o dia seguinte seria o último da viagem e mais valia esquecer isso por momentos com um copo de vinho ou de cerveja bem cheios!

Este foi o último post sobre a nossa viagem de Verão, espero que tenham gostado de passear comigo por estas quatro belas cidades europeias, de personalidades tão distintas quanto belas.
Deixo-vos aqui os links de todos os posts e fotos, para o caso de terem perdido algum dos relatos, de os quererem reler ou, quem sabe, inspirar-se neles para sonhar com a vossa própria futura viagem... aproveitem!

Praga: post + fotos
Budapeste: post + fotos
Viena: post + fotos
Bratislava: post + fotos


Bratislava and Vienna are the closest European capitals. No wonder: they're separated by only about 60 km, a distance easily beated by a 1 hour trip by train - costing only 14€, round trip.

We scheduled our 16-days trip in order to stay 6 days in Vienna, one of which would be spent in Bratislava. The visit was well worth and I advise you to do it this way (unless you have plenty of time to spend, of course), because one day in Bratislava is enough time to calmly get to know the nice, but small, city center.

Trains depart hourly from Vienna, so at 10:35 a.m. we arrived in Bratislava, without having made the effort to wake up very early. We took the tram from the train station to the historic center (the train ticket also has the advantage of including public transports in the city during the first day of visit) and we were soon able to see the National Theatre and the opposite boulevard that serves as a welcoming space to receive the groups of tourists that fill the many souvenir stalls.
It's easy to see that many visitors do the same as we and are only passing through, they come on a 1-day trip or pass through here on their way to other stops, suitcase in hand. There are many groups and guides speaking multiple languages along the already narrow streets of the old town - they fill the restaurants and terraces and reduce the sightseeing to the major attractions, because one day can be enough to get to know, but not to deepen the knowledge. We didn't enter churches, museums or other buildings - we'd rather walk across the beautiful city center, whose scale allows a calm walk with many stops in cozy squares and pleasant cafes along the way.

The first stop was at Hlavne Namestie, the city's main square, where the central fountain and the color of the surrounding facades make a delightful scenario. Around, all the streets, small squares and corners contribute to a good picturesque setting. On the periphery it may not be like this... but here, in the center, the spaces are neat, tidy and well kept. There are many cafes, bars and restaurants, many statues that lurk in unexpected places, many hidden details and a few deserted streets to discover.

We went to the Castle, the building with four towers that stands at the top of the hill, and along the way we came across S. Martin's Cathedral, which was in works. The castle was also in conservation works, so we couldn't get to visit the National Museum, installed there. We could, however, stroll through the surrounding sights, peering at the views to the city center, to the south bank of the river, to the Nový Most (New Bridge) and its tower which houses a restaurant with the suggestive name UFO.

We returned to the city center from the north to have the opportunity to walk through the Gate of the Tower with the same name as one of the liveliest streets in the center: Michalská. Here you can see the so-called narrowest house in Europe, with three stories high and only 130 cm wide.
We didn't want to miss the opportunity to eat a typical dish so we chose a restaurant in the center to find something that would surprise and please us from the menu. Among more sausages, bread dumplings and vinegary salad I kept without being sure if I was totally convinced by this cuisine or if I just initially liked it for being different.

Finally, after a late lunch, we strolled down to the river, where we kept walking along the riverside. We came to what looked like a different city, punctuated by the typical mall, the luxury apartments with river views and... well, a spectacular and extensive lawn between the line of terraces and the Danube, where we could spend the rest of the afternoon resting with our backs lying on the grass. Here, the locals were also resting, eating or meeting with friends and I thought that this looked like a very pleasant place to live.

By late afternoon, returning by train to Vienna, we had dinner at the sound of live music and bid farewell to the local cuisine with a last night dinner... the next day would be the last of the trip, so we'd better forget it for a moment with a glass full of wine or beer!

This was the last post about our summer trip, I hope you enjoyed walking with me through these four beautiful European cities, with personalities as distinct as beautiful.
I leave you here the links to all the posts and photos, in case you lost any of the reports, you want to re-read or, perhaps, to feel inspired and dream with your own future trip... enjoy!

Prague: post + photos
Budapest: post + photos
Vienna: post + photos
Bratislava: post + photos

1 comments:

  1. Oh this is my hometown! It's such a shame I didn't get the chance to make a little list of my favourite places for you to visit.
    As for the food...hmm not sure you got the best that there is. Next time you're here, I'm cooking! Hehe.
    The problem with visiting BA as a tourist is that usually you end up (thanks to travel advisors) visiting just a few spots in the centre...but there is more, so much more. I love my town. It's small, but cosy :)

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