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Tuesday, 27 September 2011

Estavam passados quase 10 dias da nossa viagem quando partimos de Budapeste para Viena. O comboio saiu de Keleti pu a meio da tarde, para uma chegada a Viena já à hora de jantar, depois de 3h30 de viagem. Viena seria a mais monumental cidade do nosso trajecto - seria também aquela onde passaríamos mais tempo (e mais frio) e onde gastaríamos mais dinheiro, porque em Viena a escala é outra em tudo... Viena é uma cidade limpa, grandiosa, imperial - por todo o lado se respira um refrescante cruzamento entre história e contemporaneidade. Entre os palácios, os museus, a música e os cafés, há muito para ver!

dia 1 Depois de uma primeira noite descansada, partimos corajosos em direcção ao MuseumsQuartier, para uma revigorante injecção de arte contemporânea. O MUMOK estava encerrado para obras, por isso contentamo-nos com a visita a outros 3 dos vários espaços expositivos do complexo: o Architekturzentrum Wien, o Kunsthalle Wien (onde se encontrava uma curiosa exposição sobre Dalí) e, claro... o Leopold Museum - a casa da maior colecção mundial de obras do grande, incomparável, genial Egon Schiele - e foi este último Museu que me fez perder horas de contemplação e admiração pelas pinceladas expressivas de Schiele. Sim, o Museu é grande e tem muitas outras obras interessantes expostas, focando-se sobretudo no inspirador período da Secessão Vienense e em alguns dos seus maiores artistas (incluindo o meu adorado Gustav Klimt), mas com tantas obras de Schiele à disposição, atrevo-me a dizer que todas as outras acabam ofuscadas.

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De seguida o protagonismo de Schiele foi suplantado pelo de Klimt, com a visita ao Edifício da Secessão - marco arquitectónico de Joseph Maria Olbricht. Embora a próxima exposição se encontrasse em fase de montagem, o elemento fundamental que me levou a visitar a bela Couve Dourada estava disponível e só isso me interessava: o Friso de Beethoven - obra maior de Klimt que, embora deslocada do seu espaço original mantém a sua aura de beleza intocável e simbolismo intrigante. O mural foi desenhado para homenagear o compositor a propósito da 14ª exposição da Secessão Vienense, mas quem o admira sente essencialmente o génio do pintor - digo eu que sou suspeita.

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Já que estávamos ali tão perto, demos um passeio até Naschmarkt, o mercado ao ar livre mais famoso de Viena. Um mercado onde ao lado da fruta e dos legumes, da carne e do peixe, é possível ver cafés e restaurantes onde apetece realmente parar. Conforme nos vamos afastando de Karlsplatz, o ambiente do mercado vai assumindo crescente informalidade, até atingir o auge na confusão desordenada da feira de artigos em segunda mão - que por ser Sábado tivemos oportunidade de ver. Neste ponto, basta olhar para as fachadas que nos circundam para encontrar os belíssimos Apartamentos Wagner, com destaque para a Majolikahaus.

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Por esta altura um vendaval com ameaça de chuva afastou-nos de volta ao hotel - já deu para perceber que cada cidade sofreu do seu pequeno desastre natural! A zona onde ficamos hospedados, em Josefstadt, embora não absolutamente central, ficava relativamente perto da Neus Rathaus e de muitas das principais atracções - Viena, embora seja uma cidade grande, tem um centro compacto - e, melhor do que isso, perto de alguns restaurantes e bares simpáticos, onde pudemos associar algumas refeições locais à música ao vivo - e sem pagar mais por isso!

dia 2 No segundo dia acordei ansiosa. Era o dia destinado à visita do Belvedere - antiga residência imperial de Verão, actual importante colecção artística dos séculos XIX e XX, onde está incluída a maior colecção mundial de obras de Gustav Klimt. Entrei com expectativa, admirei a colecção de pintura com prazer e foi com contido entusiasmo que me deixei ficar por longos momentos a admirar as obras de Klimt - absolutamente belas, ao vivo. Não posso dizer que tenha ficado saciada, porque as duas salas dedicadas ao artista mal chegam para abrir o apetite... mas as obras que se encontram expostas valem, por si só, a visita. O Beijo dispensa apresentações e mantém ao vivo a beleza que eu lhe atribuía em imaginação, mas para mim o mais belo encontro foi com Judite - um dos meus favoritos, cuja menor escala é facilmente suplantada pela delicadeza da técnica e dos pormenores. Não estavam expostas muitas obras do Período Dourado e eu senti-lhes a falta... para mim foi só uma pequena amostra que me deixou com vontade de mais. Suponho que a exposição vai sendo alterada periodicamente e talvez este seja um bom pretexto para voltar um dia!
Continuamos a visita entre salas requintadas e luxuosas, seguindo do Belvedere Superior para o Inferior, passando pelos jardins inclinados, pelos tanques e estátuas.

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Seguimos depois de almoço até Karlsplatz onde acabamos por não entrar na Karlskirche nem nos Pavilhões Wagner, mas onde a paragem para os admirar é obrigatória. Continuamos o passeio a pé pela animadíssima Kohlmarkt em direcção a Stephansdom, onde chegámos na altura da missa. Sendo assim, decididos a tomar um café à boa moda vienense num dos espaços carismáticos da cidade passamos pelo Café Central, pelo Bar Americano (projecto de Loos) e acabamos sentados na esplanada no Hawelka, para um café que custa quase tanto como um almoço e que por isso deve ser bebido com calma!

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No regresso para a zona do hotel passamos ainda na Judenplatz, com o seu silencioso Memorial do Holocausto e percorremos a bela Freyung Passage antes de chegar ao Burgtheater. Foi aí que descobrimos que em frente à Neues Haus (a Câmara Municipal) decorria o Vienna Film Festival - um festival de multidões e gastronomia para todos os gostos, acompanhado por projecções de óperas e filmes. E aqui terminamos agradavelmente a noite.

dia 3 Este dia foi reservado para a visita ao complexo de Hofburg, onde se respira o ambiente da Viena imperial mesmo no centro da cidade. Aqui visitamos os antigos aposentos imperiais e o Museu Sissi - onde foi possível, com a ajuda do audio-guia, ficar a conhecer a história da mulher por trás do mito da Imperatriz Isabel. De saída, passamos por Michaelerplatz, onde se destaca a Loos Haus, pela Escola de Equitação Espanhola e a próxima Josefsplatz, até chegarmos ao Albertina. Este Museu, como já disse noutro post, foi uma belíssima descoberta e vale bem a visita. A praça que dá acesso ao Museu é rodeada de fachadas monumentais, onde se destaca a Staatsoper. O edifício da Albertina combina arquitectura moderna, cuja presença se sente logo na entrada, através da controversa pala de Hans Hollein, com espaços expositivos dedicados à arte moderna e alguns compartimentos do antigo Palácio, recentemente restaurados e decorados como no tempo dos Habsburgos.

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Depois de tanta arte, precisávamos de um almoço descansado em pleno Burggarten, onde eram muitos os turistas e locais a descansar, comer ou apanhar sol. Forças retemperadas, era altura de visitar o Kunsthistorisches Museum (como eu adoro estas longas palavras em alemão!) ou seja, o Museu de História da Arte. Aqui ficamos até à hora de encerramento a percorrer salas e corredores de múmias, esculturas gregas e romanas, pinturas de todas as épocas do passado. No átrio da escadaria principal, faustosamente decorado, é ainda possível ver pinturas decorativas de Klimt, que representam algumas das épocas que compõem esta vasta colecção. O Museu é tão grande que quase me esquecia de ver algumas das obras mais interessantes: as de Bruegel e as de Arcimboldo.

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Para terminar este dia intenso, depois de descansar um pouco na Maria-Theresia-Platz, ainda nos refugiamos num simpático bar na zona pedonal de Spitelbergrasse, onde uma happy-hour antes do jantar nos deixou desforrar em cerveja.

dia 4 Mais um dia em Viena, mais um dia imperial - desta vez marcado pela visita ao gigante dos Palácios vienenses: Schonbrunn. Aqui é fácil perder quase um dia inteiro a visitar o Palácio e os Jardins. Embora depois de uma visita a Versailles todos os complexos palacianos sejam inseridos numa escala de referência muito particular, Schonbrunn tem, ainda assim, uma dimensão considerável. Do topo da Gloriette é possível ter uma bela vista para o Palácio e envolvente e para além desta, são muitas as atracções do complexo: alguns museus temáticos, um labirinto, uma estufa e até um Jardim Zoológico. Nós ficámo-nos pela visita ao sumptuoso edifício do Palácio e pelo passeio no jardim.

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Depois de uma viagem de metro, estávamos na Kunst Haus Wien - o Museum Hundertwasser. Este é um espaço delicioso! Se conhecerem a obra de Hundertwasser percebem porquê: é um mundo mágico e meio louco de cor, curvas e formas fluídas, num misto de espaço construído pelo homem e invadido pela natureza. Para celebrar o 20º aniversário do Museu, todo o espaço expositivo era dedicado ao artista, numa mostra surpreendente da obra prolífera deste sonhador idealista que mais não queria do que obrigar o homem moderno a regressar ao espírito de comunhão com a natureza necessário à evolução sustentada - da humanidade e do meio.
Depois do Museu, é obrigatório passar pela Hundertwasser Haus - o famoso edifício onde o artista deixou a sua marca inconfundível. Este é um complexo de apartamentos como tantos outros, onde vivem pessoas comuns, que assistem diariamente às visitas de turistas desejosos por uma foto em frente às cores de Hundertwasser - pois, como eu.

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O final do dia foi passado no Prater, na companhia de muita gente a fazer jogging depois do trabalho. Nós só demos um passeio, entre a Hauptallee e a Feira de Diversões - onde o espírito radical de grande parte das atracções - e o medo que sentia só de olhar para elas - me fizeram sentir velha!

dia 5 Este foi um dia passado em Bratislava - outra capital europeia, desta vez da Eslováquia - a apenas 1h de viagem de comboio de Viena. Mas este relato vou guardar para a próxima semana... suspense!

dia 6 Terminamos a nossa estadia em Viena com uma subida à Torre Sul de Stephansdom. Esta é a torre mais alta da Catedral - e também aquela que tem que se subir a pé. Muitos degraus depois é possível ter uma vista fantástica do perfil da cidade a partir de um dos seus edifícios mais marcantes. A nave da Catedral é imponente, mas a vista dos seus telhados não fica atrás: daqui é possível rever todos os pontos por onde passeáramos durante os dias anteriores e ainda avistar as pessoas pequeninas na praça lá em baixo e nas animadas ruas adjacentes. O telhado em ladrilhos coloridos da Catedral serve de pano de fundo às restantes panorâmicas. A Catedral está isolada das construções, mas ainda assim bastante próxima dos edifícios mais ou menos modernos onde se vão multiplicando lojas e cafés. Lá em baixo são muitas as animações de rua e os Mozarts que tentam impingir-nos a compra de um bilhete para um concerto de música clássica - é o centro turístico da cidade por excelência.

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Depois da descida não resisti a uma visita ao Wien Museum Karlplatz. O ex-libris do Museu, o retrato de Emilie Floge, de Gustav Klimt, estava de viagem para a Austrália, por isso tive que contentar-me com a vista de algumas outras obras menos conhecidas e com o resto da exposição: uma interessante viagem pela história de Viena, com direito a algumas maquetas da cidade ao longo dos tempos e uma reconstrução da habitação de Loos - a que fica naquele tal edifício que víramos em Michaelerplatz dias antes - acolhedora e muito moderna para a altura.

Por fim, depois de uma viagem que irá deixar saudades, esperáva-nos sensação agridoce do regresso... o habitual longo suceder de metro-comboio-avião até à chegada ao Porto, já de noite. Embora esta tenha sido a nossa última paragem, ainda me falta falar-vos de Bratislava... por isso não precisam de ficar com a nostalgia típica do fim da viagem... para a semana há mais!

[Este foi o terceiro post de uma série que pretende retratar a viagem de férias de duas semanas pela Europa Central. Há duas semanas levei-vos até Praga, na semana passada visitámos Budapeste, hoje viajámos até Viena e na próxima semana a viagem termina com uma paragem em Bratislava.
Espero que gostem! Não se esqueçam de ver aqui todas as fotos de Praga, aqui as de Budapeste e aqui as de Viena.]


Almost 10 days of our trip had passed when we left Budapest to Vienna. The train left Keleti pu mid-afternoon and arrived in Vienna in time for dinner after a travel of about 3h30. Vienna would be the most monumental city of our journey - it would also be the one where we'd spend more time, have more cold and spend more money... Vienna is a clean, grand, imperial city - everywhere you can breathe a refreshing cross between history and contemporaneity. Among palaces, museums, music and cafes, there is much to see!

day 1 After a resting night, we left towards MuseumsQuartier, for an invigorating injection of contemporary art. MUMOK was closed for renovations, so we were happy with the visit of three other of the many exhibition spaces of the complex: Architekturzentrum Wien, Kunsthalle Wien (where there was a curious exhibition about Dalí) and of course... Leopold Museum - home of the world's greatest collection of works by the great, incomparable, genius Egon Schiele - in here I spent hours of contemplation and admiration for Schiele's expressive brush strokes. Yes, the museum is quite big and has many other interesting works on display, focusing particularly in the inspiring Secession period and some of its greatest artists (including my beloved Gustav Klimt), but with so many works of Schiele available, dare me to say that all the others end up a bit overshadowed.
Then it was time to Klimt have his own protagonism, with a visit to the Secession Building - an architectonic landmark by Joseph Maria Olbricht. Although the next temporary exhibition was at the stage of assembly, the key element that led me to visit the beautiful Golden Cabbage was available: the Beethoven Frieze - a major work by Klimt that, even though displaced from its original space, keeps its aura of untouchable beauty and intriguing symbolism. The mural was designed to honor the composer at the time of the 14th Secession exhibition, but who admires it feels essentially the genius of the painter - but, well, I'm suspicious.
Since we were so close, we took a stroll to Naschmarkt, the most famous Vienna's outdoor market. Along with fruit and vegetables, meat and fish, you can see cafes and restaurants where it really feels like stopping by. As we go away from Karlsplatz, the market environment assumes increasing informality, reaching a peak in the disorderly confusion of the flea market held every Saturday. At this point, you just have to look at the facades that surrounds you to find the beautiful Wagner Apartments, with highlight to Majolikahaus.
By this time a strong wind with the threat of rain pushed us back to the hotel - by this time you already realized that each city we visited had its small natural disaster! The area where we stayed, in Josefstadt, though not absolutely central, was relatively close to the Neus Rathaus and many major attractions - Vienna, even being a big city, has a quite compact center - and better than that, near some friendly restaurants and bars, where we could associate some local dining to live music - and without paying more for it!

day 2 On the second day I woke up anxious. It was the day of the visit to Belvedere - the former imperial summer residence, now the important art collection of nineteenth and twentieth centuries, which includes the world's greatest collection of works by Gustav Klimt. I went forward, I admired the collection of paintings with pleasure and it was with contained enthusiasm that I let myself go for long moments admiring the works of Klimt - absolutely beautiful, live. I can't say that I felt satisfied, because the two rooms devoted to the artist are barely enough to open the appetite... but the works that are exposed are worth alone, the visit. The Kiss needs no introduction and it has live the beauty that I attributed to it in my imagination, but for me the most beautiful encounter was with Judith - one of my favorites, whose smaller scale is easily supplanted by the delicacy of technique and details. There were few works of the Golden Period and I missed them... for me it was just a small sample that left me wanting more. I suppose the exhibition is changed periodically and perhaps this is a good excuse to return someday!
We continued our visit between refined and luxurious rooms, going from the Upper to the Lower Belvedere, passing the sloping gardens, the ponds and statues.
After lunch we went to Karlsplatz where we ended up not entering Karlskirche or Wagner Pavilions, but stopping to admire them is mandatory. We kept walking along the lively Kohlmarkt towards Stephansdom, where we arrived at the time of mass. So we decided to take a coffee in the good old Viennese style, in one of the charismatic city spaces and our search took us to Café Central, American Bar (project by Loos) and we ended up sitting on Hawelka terrace for a coffee that costs almost as much as a lunch and so it must be drunk calmly!
On returning to the area of ​​the hotel we passed by Judenplatz, with its silent Holocaust Memorial and through the beautiful Freyung Passage before reaching the Burgtheater. That's when we discovered that in front of the Neues Haus (City Hall) the Vienna Film Festival was being held - a festival of crowds and cuisine for all tastes, accompanied by projections of operas and movies. And here we nicely ended the evening.

day 3 This day was reserved to visit the Hofburg complex, where one breathes the atmosphere of imperial Vienna in the heart of the city. Here we visited the ancient imperial apartments and the Sisi Museum - where it was possible, with the help of audio-guide, to get to know the story of the woman behind the myth of the Empress Elizabeth. After the exit, we kept going through Michaelerplatz, where it's placed the Loos Haus, the Spanish Riding School and then Josefsplatz, until we reach the Albertina. This museum, as I said in another post, was a wonderful discovery and well worth the visit. The square that gives access to the museum is surrounded by monumental facades, which includes the Staatsoper. The building combines the modern architecture of the Albertina, whose presence is felt in the entrance, through the controversial Hans Hollein visor, with exhibition spaces dedicated to modern art and some compartments of the old palace, recently restored and decorated as at the time of the Habsburgs.
After so much art, we needed a full rested lunch on Burggarten, where there were many tourists and locals resting, eating or sunbathing. Retempered forces, it was time to visit the Kunsthistorisches Museum (how I love these long words in German!), which means the Museum of Art History. Here we stayed until closing time going through rooms and corridors with mummies, Greek and Roman sculptures, paintings from all eras of the past. In the lobby of the main staircase, among its luxurious decoration, it's even possible to see Klimt's decorative paintings, which represent some of the eras that make up this vast collection. The museum is so big that I'd almost forgot to see some of the most interesting works: by Bruegel and Arcimboldo.
To end this intense day, after resting a bit on Maria-Theresia-Platz, we took refuge in a friendly bar in the pedestrian zone of Spitelbergrasse, where a happy hour before dinner, let us get back on beer.

day 4 Another day in Vienna, another imperial day - this time off to visit the giant of Viennese palaces: Schonbrunn. It's easy to spend almost a whole day visiting the Palace and its Gardens. Even though after a visit to Versailles the palace complexes are all set in a very particular frame of reference, Schonbrunn still has a considerable size. From the top of Gloriette is possible to have a beautiful view of the Palace and surroundings and beyond this one, there are many attractions among the complex: some thematic museums, a labyrinth, a greenhouse and even a zoo. We limited our visit to the sumptuous building of the Palace and a stroll in the garden, so we wouldn't feel overwhelmed.
After an underground trip, we were at Kunst Haus Wien - the Hundertwasser Museum. This is a delightful space! If you know the work of Hundertwasser you know why: it's a crazy and magical world of color, curves and flowing shapes, a mix of built space invaded by man and nature. To celebrate the 20th anniversary of the Museum, the entire exhibition space was devoted to the artist, an amazing show of the prolific work of this dreamy idealist who wanted no more than to force the modern man to a return to the spirit of communion with nature, that he considered necessary for a sustained development - of the humanity and the environment.
After the museum, it's mandatory to pass by near Hundertwasser Haus - the famous building where the artist left his unmistakable mark. This is an apartment complex like many others, where lives ordinary people who watch the daily visits of tourists eager for a photo in front of the colors of Hundertwasser - yes, just like me.
The end of the day was spent in the Prater, in the company of many people jogging after work. We just took a walk along the Hauptallee to the Amusement Park - where the radical spirit of most of the attractions - and the fear I felt just by looking at them - made me feel old!

day 5 This was a day spent in Bratislava - another European capital, this time in Slovakia - just 1 hour train ride from Vienna. But this story I'll save for next week ... suspense!

day 6 We finished our stay in Vienna with an ascent to the South Tower of Stephansdom. This is the highest tower of the Cathedral and many steps later you can have a fantastic view of the city skyline from one of its most striking buildings. The nave of the cathedral is impressive, but the sight of its roof is not far behind: here we could review all the places where we had walked during the previous days and even catch sight of the little people down there in the square and the lively adjacent streets. The roof tiles of the Cathedral serve as a colorful backdrop to the other sights. The Cathedral is isolated from other buildings, but still very close to the more or less modern surrounding buildings where there are many shops and cafes. Down there you have street animation and many Mozarts trying to make you buy a ticket to a classical music concert - it's the tourist center of the city par excellence.
After the descent I couldn't resist to visit Wien Museum Karlsplatz. The ex-libris of the Museum, a portrait of Emilie Floge, by Gustav Klimt, was traveling to Australia, so I had to content myself with the view of some other lesser-known works and the rest of the exhibition: an interesting journey along the history of Vienna, with some models of the city over time and a reconstruction of Loos apartment - which was placed in that building we had seen in Michaelerplatz some days before - comfy and very modern for the time.

Finally, after a trip that will surely be missed, we had the bittersweet feeling of return waiting for us... the usual long succession of underground-train-plane until arriving at Porto, in the evening. Although Vienna was our last stop, I still want to show you Bratislava... so no need to stay with the nostalgia of the end of journey... there's more next week!

[This post was the third of a series that intends to talk about the 2-week Summer travel across Central Europe. Two weeks ago I showed you Prague, last week we went to Budapest, today we had a visit to Vienna and next week I'll take you to Bratislava. I hope you enjoy!
Don't forget to check out all the photos taken in Prague here, in Budapest here and in Vienna here.]

6 comments:

  1. Aaah Viena...
    Na minha viagem de finalistas do 9ºano passamos lá uns dias e fiquei encantada com a cidade.
    Uma cidade que vou ter de lá ir outra vez

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  2. Cara Ana,

    Obrigada pela descrição detalhada e precisa de tantos lugares. Aqueles que conheço, parece que os visito outra vez com uma leitura do seu blog.

    Relativamente aos "klimts" quando tiver oportunidade visite a Neue Galerie em Nova Iorque que adquiriu o mais famoso de todos eles (http://norteatlantico.blogspot.com/2006/08/ainda-os-klimts.html). Ficará certamente muitos minutos a apreciá-lo: a sua enorme dimensão faz a sala parecer minúscula!

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  3. I was so excited when I saw this post... friends of ours have just moved to Vienna for a couple of years and we have been planning a visit for next year. It looks like a magical city! Grazie tanto!! Claudine

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  4. Muito fixe, ainda fiquei com mais vontade de lá ir ;)

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    Replies
    1. Algo me diz que não te vais arrepender ;)

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  5. Algo me diz que terás razão eheheh :D

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