Praga | Prague | Praha

Tuesday, 13 September 2011

É tão bom recordarmos as viagens de férias! As recordações fazem-nos reviver cada bom momento... e é por isso que geralmente gostava de ter o tempo e a força de vontade necessários para manter uma espécie de caderno de viagem, para depois ser mais fácil recordar aquelas pequenas coisas que se perdem com o tempo. Não consigo ter essa disciplina e quando viajo, quero aproveitar todos os minutos para viver o novo lugar e não perder tempo a escrever sobre ele. Faço registos de cada dia por tópicos, mas só agora, depois de regressar, me vou obrigar a reviver a viagem, dia a dia... partilho com vocês as palavras e as fotos, espero que gostem!

A nossa viagem de duas semanas começou por Praga. Embora tenhamos partido do Porto para Viena, esta estava destinada a ser a nossa última estadia, por isso, no próprio dia da viagem de ida andamos de táxi, de avião, de camioneta e por fim de comboio, ao longo de cerca de 18 horas, até chegarmos ao nosso hotel em Praga!
A viagem de cinco horas entre Viena e Praga só foi suportável porque a janela aberta do comboio substituía a ausência de ar condicionado e porque o sono somado ao calor ajudava a manter a mente em estado semi-adormecido. A aventura estava a começar e não era altura de fazer exigências, mas de aproveitar!

dia 1 A visita a Praga começou no dia seguinte. Depois de fazermos contas à porta do banco e nos habituarmos à estranheza do câmbio entre euros e coroas checas, seguimos de metro para o Castelo, onde nos esperava uma subida respeitável, com direito a fantásticas vistas sobre o rio e a cidade. Aqui passamos horas a visitar alguns dos lugares mais emblemáticos de Praga: a pitoresca e apinhada Travessa Dourada, a românica Basílica de S. Jorge, o antigo Palácio Real e a inconfundível Catedral de S. Vito.

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Na Catedral, símbolo altaneiro de Praga, é possível pasmar com a construção neogótica e admirar os vitrais, entre eles um desenhado por Alfons Mucha.
Era já início da tarde quando atravessamos os portões que nos levariam ao Loreto e ao Parque Petrín, onde nos aguardava um almoço tardio na relva, mesmo aos pés da Torre de Observação - curiosa imitação em ponto pequeno da Torre Eiffel. Não resistimos a subir os quase 300 degraus para poder admirar com calma a vista panorâmica do belo perfil de Praga.

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No final, mais cansados, descemos a colina de funicular para chegarmos ao rio já perto de Most Legil, a ponte que passa sobre Strelecky Ostrov - uma ilha fluvial que resolvemos ficar a conhecer. O dia estava de sol e eram muitos os turistas e locais a passear ou andar de gaivota... nós seguimos pela ponte junto ao Teatro Nacional e percorremos a margem Este até ao edifício dançante de Frank Gehry. Ginger & Fred é um dos edifícios mais emblemáticos do autor do Guggenheim de Bilbao e é uma visita obrigatória a qualquer arquitecto que visite Praga. Embora só possa ser observado por fora, é o movimento do corpo do edifício que vale a visita e esse é bem visível: é excêntrica, mas também incrível a forma como a saia (repare-se: saia) de Ginger balança, animando o gaveto daquilo que podia ser só mais um dos quarteirões arrumados de Praga. Este é de Gehry e, obviamente, destaca-se.

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O dia foi terminado com uma cerveja (de nunca menos de meio litro) junto ao cais, à boa maneira checa, com conversa e descontracção... e depois: jantar.

dia 2 Este segundo dia acordou mal-disposto e com chuva, o que acabou por alterar os planos de uma agradável visita matinal à Praça da Cidade Velha. O nosso hotel ficava perto da Praça Venceslau - antigo mercado de cavalos na Idade Média e agora centro fundamental da animação da cidade, com cafés, restaurantes, hotéis e lojas a povoar todas as fachadas -, por isso seguimos, conformados, a pé, enquanto a chuva nos fazia questionar se não deveríamos antes passar o dia enfiados em museus! O Museu Nacional, cuja fachada imponente pontua o topo da Praça, seria uma boa hipótese, mas como o edifício neo-renascentista se encontrava fechado para recuperação, refugiamo-nos antes no Museu Mucha. Como amante que sou de Arte Nova, não podia perder a visita ao Museu do mestre checo desta época: Mucha. Aqui foi um prazer aprender mais sobre o artista e admirar alguns desenhos e trabalhos gráficos - se gostam de Arte Nova não percam.

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Depois do despontar de alguns raios de sol, ganhamos coragem e seguimos para a Porta da Pólvora. Sendo Praga a cidade das 100 torres, não podíamos deixar de subir a mais uma, desta vez para admirar a cobertura da bela Casa Municipal e adivinhar a beleza da Praça da Cidade Velha. O que é fantástico quando se sobe a uma destas torres em Praga é poder olhar em volta e descobrir sempre novas torres - parece uma sinfonia marcada pela melodia de fundo de belas coberturas em zinco, pontualmente interrompida pelos momentos altos de torres que se destacam.

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Seguimos com expectativa para a Praça da Cidade Velha e preparamo-nos para contar as badaladas no relógio astronómico quando a chuva ameaçou voltar. Tivemos tempo para ver o esqueleto a tocar a sineta, os apóstolos a fazerem a sua dança e o galo a avisar que o relógio marcava nova hora, mas... logo a seguir começou o dilúvio! S. Pedro deu-nos a oportunidade de ver a Praça inundada de água em pleno Verão (agora só falta voltar no Inverno, para a ver coberta de neve) e mal tivemos tempo de nos refugiarmos na Igreja de S. Nicolau, que nunca se tinha visto antes com tantos visitantes!

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Desistimos, entramos no metro e partimos em busca do longínquo Palácio da Feira do Comércio - afinal de contas o dilúvio é uma boa desculpa para passar mais algumas horas num Museu. Chegamos um pouco tarde e encharcados, mas a visão à chegada fez-me esquecer a tormenta: escondida entre a vasta e interessante colecção de obras de início do século XX está A Virgem, uma das mais belas telas de Gustav Klimt - um dos artistas pelo qual sou completamente apaixonada (em parte o culpado, juntamente com Egon Schiele, desta minha tão grande vontade de visitar Viena!).

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Por fim, já com melhor tempo, percorremos o extenso Parque Letná, onde as vistas para o rio pontuam a caminhada. Para terminar o dia, jantámos um goulash acompanhado de estranhos dumplings de pão, bem à moda local - porque provar a gastronomia da região deve fazer parte de qualquer viagem, não acham?

dia 3 Decididos a começar de novo, agora com sol, a visita inacabada à belíssima Praça da Cidade Velha, voltamos. Desta vez observamos o bater das horas do Relógio Astronómico a partir do topo da Torre da Câmara da Cidade Velha, o que não deixa de ser um espectáculo impressionante! Se lá em baixo temos o prazer de cumprimentar os apóstolos, cá em cima, é possível observar com inevitável assombro a multidão que se vai acumulando em frente à fachada do edifício antes da chegada da hora. O espaço não é muito, as pessoas são imensas. Entre elas passam por vezes limusinas com noivos corajosos e charretes conduzidas por cavalos que parecem alheios à confusão. A hora bate, o galo canta, a trombeta toca, o pessoal bate palmas e dispersa. O relógio é de facto uma obra-prima de um relojoeiro de finais do século XV (diz a lenda que foi cegado para que não pudesse repeti-la noutro lugar), a praça é absolutamente bela, não só pelos edifícios que a circundam, como pela atmosfera que deles emana, mas... tenho que admitir que a dada altura o espectáculo parece demasiado sufocante... são demasiados turistas (dos grupos, então, apetece fugir) e são poucos os momentos de merecido sossego para admirar o espaço sem a perturbação da avidez dos muitos visitantes. É o problema de estar condicionado pelas férias em Agosto para viajar... ainda assim, fizemos questão de absorver a Praça com toda a calma, porque o espaço merece. Depois de um passeio pela envolvente, menos conturbada, aventuramo-nos pela Ponte Carlos. A chegada ao Bairro Pequeno foi encarada como uma vitória depois de um percurso lento e cheio de encontrões. A beleza da Ponte reside tanto nela mesma e nas esculturas que a adornam, como nas Torres (já tínhamos falado em torres, não já?) que limitam cada uma das margens. É difícil dizer qual a perspectiva mais bela: a Torre da Ponte no Bairro Pequeno com a cúpula da Igreja de S. Nicolau a servir de fundo, ou a Torre da Ponte na Cidade Velha com as Torres da Praça como cenário? Difícil.

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Seguimos até à Igreja de S. Nicolau na margem Oeste e regressamos até ao rio, agora a uma cota mais baixa, até à ilha de Kampa. Aqui decidimos fazer um passeio de barco e escolhemos um daqueles mais pequenos, onde viajámos apenas 8 pessoas e a skipper, que nos levou durante quase uma hora a fazer um agradável e calmo percurso ao longo do rio Vltava, entre algumas das suas pontes mais centrais. Gosto sempre desta nova perspectiva, agora a partir do rio, para os edifícios e locais onde ainda há pouco passeávamos. Quando o passeio terminou era já a mágica hora do pôr-do-sol, por isso não resistimos a subir a Torre da Ponte do lado da Cidade Velha, onde pudemos admirar a Ponte Carlos e a colina do Castelo a assumir as românticas tonalidades entre o dia e a noite... um belo final de dia.

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dia 4 O último dia foi reservado para a visita obrigatória ao Bairro Judaico. Aqui passámos horas a visitar as várias sinagogas que reflectem a história dos judeus na cidade, com ênfase no fenómeno negro da II Guerra Mundial, que marcou esta comunidade para sempre. O monumento mais tocante e impressionante do complexo é o Antigo Cemitério Judaico - fundado em 1478, este foi durante 300 anos o único lugar de sepultamento autorizado aos Judeus e as cerca de 12 camadas de corpos traduzem-se em mais de 12000 lápides que se apinham num impressionante suceder de memoriais que se atropelam e encavalitam entre si. É um lugar onde apetece parar e reflectir - a atmosfera é pesada e tocante mas ao mesmo tempo tranquila e meditativa. Foi um dos espaços que mais gostei de visitar.

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Depois partimos para um almoço seguido de passeio em Vysehrad, uma antiga fortaleza, onde agora se estendem agradáveis relvados e é possível desfrutar de belas vistas da cidade, desta vez a partir de Sul. Aqui o espaço é dominado pela Igreja de S. Pedro e S. Paulo e o respectivo cemitério, em tudo tão diferente do que visitáramos de manhã. Aqui estão sepultadas algumas das figuras mais importantes do país, incluindo artistas e personalidades políticas.
Ao fim da tarde tivemos ainda tempo para sair no metro em Vinohrady para um passeio por Námesti Míru, onde paramos a admirar a Igreja de Sta Ludmila e o simpático bairro residencial que a circunda.

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Para terminar, não podíamos deixar de provar as típicas salsichas no pão que se vendem nas muitas barracas de comida de rua. Pensei que era sobretudo na Alemanha, mas afinal toda esta zona da Europa é amante das salsichas e da cerveja. Há para todos os gostos e tipos de carne (as salsichas), tamanhos e marcas (a cerveja). E são boas.

Por fim, deitamo-nos cedo, que no dia seguinte era tempo de partir para Budapeste!

[Este foi o primeiro post de uma série que pretende retratar a viagem de férias de duas semanas pela Europa Central. Hoje levei-vos até Praga, durante as próximas semanas irão viajar por Budapeste, Viena e Bratislava.
Espero que gostem! Não se esqueçam de ver aqui todas as fotos de Praga.]


It's so nice to remember our holiday travels! Memories make us relive every good moment... and that's why I'd like to take the time and willpower needed to maintain a kind of travel book, to then be easier to remember those little things that get lost over time. I don't have that discipline and when I travel, I want to take every minute absorbing the new place and not wasting time writing about it. I described each day by topics, but only now, after returning, I'm forcing myself to relive the travel, day by day... I share with you the words and the photos, I hope you enjoy!

Our 2-week trip began in Prague. Although we have left by plane from Porto to Vienna, this was destined to be our last stay, so on the day of the going trip we traveled by taxi, plane, bus and finally train, for about 18 hours until we reached our hotel in Prague!
The five-hour trip between Vienna and Prague was only bearable because the open window of the train replaced the absence of air conditioning and because the lack of sleep added to the heat helped to keep our mind in a semi-dormant state. The adventure was just beginning and it wasn't time to make demands, but enjoy!

day 1 The visit to Prague began the next day. After doing some math at the door of the bank and getting used to the strangeness of the exchange rate between euros and Czech crowns, we took the subway to the Castle Hill, where we were received by a respectable staircase, along with fantastic views over the river and city. Here we spent hours visiting some of the most emblematic places of Prague: the picturesque and crowded Golden Lane, the Romanesque St. George's Basilica, the former Royal Palace and the unmistakable St. Vitus Cathedral.
In the cathedral, towering symbol of Prague, you can be amazed with the neo-Gothic building and admire the stained glass windows, including one designed by Alfons Mucha.
It was already early afternoon when we passed through the gates that would lead us to the Loreto and then Petrin Hill, where we had a late lunch on the grass at the foot of the Observation Tower - a curious miniature imitation of the Eiffel Tower. We couldn't resist to climb nearly 300 steps to quietly admire the panoramic view of beautiful Prague.
In the end, more tired, we went down the hill by funicular to reach the river near Most Legil, the bridge over Strelecky Ostrov - a river island that we decided to get to know. The day was sunny and there were many tourists and locals walking or pedal boating... we walked the bridge near the National Theatre and traveled along the East riverside until we get the Dancing House by Frank Gehry. Fred & Ginger is one of the most emblematic buildings of the author of Bilbao's Guggenheim and is a must for any architect who visits Prague. Although it can only be seen from the outside, it's the movement of the body of the building that's worth the visit and that's clearly visible: it's eccentric, but also amazing how the skirt (note the following: skirt) of Ginger balances, livening up the street corner of what could be just one more of the arranged blocks of Prague. This one is Gehry's and, obviously, it stands out.
The day ended with a beer (never less than half a liter) at the riverside, in the good Czech way, chatting and relaxing... and then, dinner.

day 2 This second day woke up indisposed and rainny, which turned out to change the plans for a nice morning visit to the Old Town Square. Our hotel was near Wenceslas Square - what was an old horse market in the Middle Ages is now the fundamental animation center of the city, with cafes, restaurants, hotels and shops all around - so we went by foot, while the rain made us question whether we should rather spend the day inside museums! The National Museum, whose imposing facade punctuates the top of the square, would be a good alternative, but as the neo-Renaissance building was closed for restoration, we decided to take refuge in the Mucha Museum instead. As a lover of Art Nouveau I couldn't miss a visit to the Museum of the Czech master of this era: Mucha. It was a pleasure to learn more about this artist and admire some of his drawings and graphic works - if you like Art Nouveau don't miss it.
After some sunshine, we gain courage and headed for the Powder Gate. Prague is the city of the 100 towers, so we couldn't fail to go up another one, this time to admire the roof of the beautiful Municipal House and guess the beauty of the Old Town Square. What's fantastic when we climb one of these towers in Prague is to be able to look around and always find new towers - it looks like a symphony marked by the beautiful background melody of zinc roofing, occasionally interrupted by high moments of towers that stand out.
We followed to the Old Town Square and while we got ready to count the Astronomical Clock chimes, the rain threatened again. We had time to see the skeleton ringing the bell, the apostles doing their dance and the cock warning about the new hour, but... immediately after began the flood! St Peter gave us the opportunity to see the Square flooded with water in midsummer (now we just need to return during Winter to see it covered in snow) and we barely had time to take refuge at St Nicholas, that had never been before with so many visitors at a time!
We gave up, went for the subway and left in search of the distant Trade Fair Palace - after all the flood is a good excuse to spend more hours in a museum. We arrived a little late and soaking wet, but the first sight after the arrival made me forget the storm: hidden among the vast and interesting collection of early twentieth century works is The Virgin, one of the most beautiful paintings by Gustav Klimt - one of the artists that I absolutely love (in part to blame, along with Egon Schiele, for my long desire to visit Vienna!).
Finally, now with sun, we walked along the extensive Letna Park, where the views of the river punctuate the walk. To end the day, we had the traditional goulash with bread dumplings for dinner - because tasting the local cuisine should be part of any trip, right?

day 3 Determined to start again, now with sun, the unfinished visit to the beautiful Old Town Square, we returned. This time we observed the strike of the hour of the Astronomical Clock from the top of the Tower of the Old Town House, which is nonetheless an impressive spectacle! If down there we are pleased to greet the apostles, up here, we can observe with awe the crowd that inevitably builds up on the ground outside the building before the arrival of the hour. Space is not a lot, people are immense. Among them there are sometimes courageous engaged couples in limousines and carts driven by horses who seem oblivious to the confusion. The hour strikes, the cock sings, the trumpet plays, the people clap and disperse. The clock is indeed a masterpiece of a watchmaker of the late fifteenth century (the legend says that he was blinded so that he wouldn't repeat its work elsewhere), the square is absolutely beautiful, not just because of the buildings that surround it, but for the atmosphere emanating from them, but... I have to admit that at some point the show seems too overwhelming... there are too many tourists (of groups, then, I feel like running away) and there are few moments of well-deserved rest to admire the space without the disturbing greed of so many visitors. It's the problem of being conditioned by August holiday time to travel... still, we made sure to absorb the square with all the calm, because the space deserves it. After a stroll around the less crowded surroundings, we ventured through Charles Bridge. The arrival at the Lesser Town was seen as a victory after a slow journey full of bumping. The beauty of the bridge lies both in itself and in the sculptures adorning it, as in the Towers (we already talked about towers, haven't we?) that limit each of the banks. It's hard to tell which side is more beautiful: the Tower Bridge in the Lesser Town with the dome of St Nicholas Church as a background, or the Tower Bridge in the Old Town with the Towers of the Square as scenario? Difficult.
We went to St Nicholas Church on the West bank and returned to the river, now at a lower level, to the island of Kampa. Here we decided to do a boat trip and we chose one of those smaller boats, which traveled with only 8 people and a skipper, who took us for nearly an hour of an enjoyable and peaceful journey along the River Vltava, between some of its most central bridges. I always like this new perspective of the city, now seen from the river. When the ride was over it was already the magic hour of sunset, so we didn't resist climbing the Bridge Tower on the side of the Old Town, where we admired Charles Bridge and Castle Hill under the romantic shades between day and night... a beautiful end of day.

day 4 The last day was reserved for the mandatory visit to the Jewish Quarter. Here we spent a few hours visiting synagogues that reflect the history of Jews in the city, with emphasis on the black phenomenon of World War II, which marked this community forever. The most touching and impressive monument of the complex is the Old Jewish Cemetery - founded in 1478, this was for 300 years the only authorized place of burial of Jews and the more than 12000 crowded tombstones are an impressive succession of piled memorials. It's a place where it feels like stopping and reflecting - the atmosphere is heavy and touching and at the same time quiet and meditative. It was one of the places I enjoyed most to visit.
Then we went to lunch followed by a tour in Vysehrad, an ancient fortress, which now is covered by nice lawns where you can enjoy beautiful views of the city, this time from South. Here the space is dominated by St Peter and St Paul Church and its cemetery, so different from the one we had visited in the morning. Here are buried some of the most important figures of the country, including artists and political personalities.
By late afternoon we still had time to step out the subway in Vinohrady, for a walk around Namesti Miru, where we stopped to admire Sta Ludmila Church and the lovely residential neighborhood that surrounds it.
Finally, we tasted the typical sausages on bread that are sold in many street food stalls. I thought it was especially in Germany, but after all, all this Europe area loves sausages and beer. You have them for all tastes and types of meat (the sausages), sizes and brands (the beer). And they're good.

Finally, we went to sleep early, because the next day was time to go to Budapest!

[This post was the first of a series that intends to talk about the 2-week Summer travel across Central Europe. Today I showed you Prague, during the next weeks we'll travel to Budapest, Vienna and Bratislava. I hope you enjoy!
Don't forget to check out all the photos taken in Prague here.]

2 comments:

  1. Absolutely beautiful images, Ana! You're quite a photographer! I love the old cementary & will put Prague on my list for sure!! :)

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  2. Humm...que saudades, aqui já estive em 2007. Gostei muito da cidade e também comi o goulash com os "estranhos dumplings de pão" eheheh.

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Ana Pina | blog

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