Álvaro Lapa // Serralves

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Monday, 12 February 2018






PT
Álvaro Lapa, em Serralves.
A ver/ler!

EN
Álvaro Lapa, in Serralves.
To see/read!

#14

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Friday, 9 February 2018

Palavras dizem apenas o que não sabemos.
As que doem custam menos a dizer porque saem como flechas.
As outras, que tanto querias ouvir mas guardo tão dentro de mim, não são compostas de letras, acentos, significados. São pesadas como raízes, avessas como paixões, límpidas como o teu olhar à luz da lua, negras como o silêncio que não digo.

2017.08.09 [Fragmentos de um Todo Incompleto]

João Tordo // O Deslumbre de Cecilia Fluss

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Wednesday, 10 January 2018



Se a memória fosse o registo dos factos, não existiria dúvida. Não o é, porque a memória, longe de registar os factos, regista a nossa insatisfação com os factos, a nossa aversão e tristeza perante os factos, a nossa alegria e júbilo em relação aos factos, regista tudo menos os factos, tudo menos aquilo que aconteceu.

João Tordo, O Deslumbre de Cecilia Fluss, p 95

PT
O Deslumbre de Cecilia Fluss não é propriamente um típico livro de João Tordo. Faz parte de uma trilogia - a dos lugares sem nome - e embora tenha sido o primeiro que li, foi o último a ser publicado. A ordem não é importante, uma vez que as histórias se vão cruzando, contadas por diferentes narradores, e de algum modo as surpresas vão sendo reveladas pelo caminho.

Nos livros que li anteriormente do autor, há sempre uma enorme necessidade de narrar uma história - a personagem principal encontra-se tão angustiada, perturbada ou confusa, que reviver ou partilhar o passado acaba por funcionar como uma catarse, uma tentativa de esclarecer o que aconteceu ou o tornar público para auxílio ou fascínio dos demais.

Este Deslumbre é sobretudo uma viagem interior, mais madura e reflexiva, pontuada pela inocência da juventude, pelos ensinamentos do budismo, pela impotência da loucura. O doloroso regresso ao passado continua presente, mas aqui não é atropelado por uma sucessão de acontecimentos, é antes prisioneiro da incerteza e das ratoeiras da memória, podendo servir para explicar o presente ou apenas para o incendiar.

Leiam - por mim, já tenho os outros dois em lista de espera!

EN
O Deslumbre de Cecilia Fluss [The Dazzle of Cecilia Fluss] is not exactly a typical book by João Tordo. It's part of a trilogy - of the nameless places - and although it was the first one I read, it was the last to be published. The order is not important, as the stories intersect, told by different storytellers, and somehow the surprises are revealed along the way.

In the books by this author I read earlier, there is always a great need to tell a story - the main character is so distressed, disturbed or confused, that reliving or sharing the past ends up functioning as a catharsis, an attempt to clarify what happened or to make it public for the help or fascination of others.

This Dazzle is above all an inner journey, more mature and reflective, punctuated by the innocence of youth, by the teachings of Buddhism, by the impotence of madness. The painful return to the past is still present, but here it is not run over by a succession of events, it is rather a prisoner of uncertainty and the mousetraps of memory, which may serve to explain the present or just to set it afire.

Read it - I already have the other two on the waiting list!

2018

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Monday, 1 January 2018


#2017bestnine

PT
Quem me acompanha aqui neste cantinho virtual poderá não ter essa percepção, mas quem convive comigo mais de perto sabe que este foi um ano de grandes mudanças - daquelas que, embora afectem toda uma vida, acabaram por desenrolar-se com a maior naturalidade possível, minimizando estragos e possíveis rancores, permitindo guardar as boas recordações num lugar seguro.

As mudanças obrigam-nos sempre a alguma ginástica e talvez por isso, ou porque com a idade o tempo se torna cada vez mais relativo, parece que o ano passou a voar! Ainda ontem reflectia sobre o fim de 2016 e agora cá estamos, a dizer olá a 2018.

Em 2017 visitei o frio de Chaves e o calor das praias do Parque Natural da Arrábida. Provei o vinho do Douro na Quinta do Vallado.
Li alguns livros, muitos de autores portugueses; vi o Jay-Jay ao vivo, admirei a obra de Alberto Carneiro e da Bienal de Cerveira, pela primeira vez; entrei também pela primeira vez em alguns edifícios da minha cidade, graças à Open House; descobri séries sobre psicopatas.

No Tincal lab houve workshops e um novo Desafio (ainda podem visitar a exposição, não percam!).
Celebrei os 2 anos do atelier no dia do meu próprio aniversário.
Estive na Porto Jóia e falei sobre mim - em vídeo, ao vivo e por escrito.
Viajei até terras do Drácula, onde participei numa fantástica feira de joalharia internacional em Bucareste: a Autor. Pelo caminho ainda parei em Milão.
Lancei as colecções Tubular e Orla, levei a joalharia Ana Pina para novos pontos de venda.

Mas com um fim - de um ano, de um ciclo - vem também um novo começo, com todas as maravilhosas descobertas e desafios que os novos começos nos oferecem. Se nos limitássemos ao conforto do que temos, tantas vezes difícil de distinguir da acomodação, talvez não fizéssemos desta a mais entusiasmante das viagens. Talvez seja esse o meu maior desejo para 2018: não me acomodar, querer deitar-me cansada depois de um dia cheio, insistir em fazer coisas pela primeira vez, continuar com vontade de fazer planos para o dia seguinte - para o ano seguinte, para o projecto seguinte, para a viagem seguinte (agora contigo).

Bom Ano Novo!



EN

Those who follow me here in this virtual corner may not have this perception, but those who live with me more closely know that this was a year of great changes - those that, although affecting a whole life, eventually unfolded as naturally as possible, minimizing damage and possible grudges, allowing to keep the good memories in a safe place.

Changes always force us to some gymnastics and maybe because of that, or because with age time becomes more and more relative, it seems that the year flew! Still yesterday I reflected on the end of 2016 and now here we are, waiving hello to 2018.

In 2017 I visited cold Chaves and the hot beaches of Parque Natural da Arrábida. I tasted the wine of Douro at Quinta do Vallado.
I read some books, many by Portuguese authors; saw Jay-Jay live, admired the art by Alberto Carneiro and Bienal de Cerveira, for the first time; visited, also for the first time, some buildings of my city, thanks to Open House; I discovered new series about psychopaths.

At Tincal lab we had workshops and a new Challenge (you can still visit the exhibition, don't miss it!).
I celebrated the second anniversary of the atelier on the day of my own birthday.
I was at Porto Jóia and talked about me - on vídeolive and in writing.
I traveled to Romania, where I took part in an amazing international jewelry fair in Bucharest: Autor. On the way I even made a stop in Milan.
I launched the collections Tubular and Orla, took Ana Pina jewelry to new stockists.

But with an end - of a year, of a cycle - comes a new beginning, with all the wonderful discoveries and challenges that new beginnings can offer us. If we confine ourselves to the comfort of what we have, so often difficult to distinguish from conformation, we might not make this the most exciting of journeys. Maybe this is my biggest wish for 2018: to not settle down, to want to lie down tired after a full day, insist on doing things for the first time, continue to feel like making plans for the next day - for the next year, for the next project, for the next trip (now with you).



Happy New Year!

Boas Festas // Happy Holidays!

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Sunday, 24 December 2017



PT
Esta semana entre o Natal e o Ano Novo servirá por aqui para uma pausa que permita o regresso ao trabalho com energia a 2 de Janeiro.
Até lá, desejo que preencham a vossa mesa com rabanadas em boa companhia, a vossa árvore de Natal com boas surpresas e as doze últimas badaladas de 2017 com uma lista de desejos bem optimistas a realizar no novo ano... Boas Festas!

EN
This week between Christmas and New Year will serve around here for a break that will allow a fresh return to work on January 2nd.
Until then, I wish you to fill your table with lots of season's sweets in good company, your Christmas tree with good surprises and the last twelve bells of 2017 with a list of optimistic wishes to be accomplished over the new year... Happy Holidays!

Ana Pina | blog

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