www.anapina.com

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Monday, 15 September 2014





PT
É com muito gosto e depois de muitas horas de trabalho que anuncio que o site está finalmente renovado!
Com um look mais profissional e personalizado, agora devidamente (e dentro do possível) separado em duas línguas (PT/EN), com mais imagem, mais claridade e toda a informação reunida num único sítio... apresento-vos o novo www.anapina.com

Para celebrar e agradecer a vossa companhia desse lado, nada melhor do que oferecer um pequeno presente de boas-vindas ao novo espaço: até ao final do mês de Setembro têm direito a portes gratuitos na loja online!
Basta introduzirem o código anapinanewsite no campo destinado a Gift Certificate quando procederem ao check out.

E agora vão, visitem e digam-me o que pensam - espero que gostem!

EN
It is with great pleasure and after many hours of work that I announce that the renewed site is finally online! 
With a more professional and custom look, now properly (when possible) divided in two separate languages ​​(PT/EN), with more image, more clarity and all information gathered in one place... I present you the new www.anapina.com 

To celebrate and thank you for being out there, nothing better than to offer a small gift to welcome the new space: until the end of September you're entitled to free shipping in the online shop
Just introduce the code anapinanewsite in the field Gift Certificate when you proceed to check out. 

And now go, visit and tell me what you think - I hope you enjoy it!

Memória de Elefante

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Thursday, 11 September 2014

Galicia 08'14

1. Islas Cíes

Não havia comida para bebés em Malange e a nossa filha tornou a Portugal magra e pálida, com a cor amarelada dos brancos de Angola, ferrugenta de febre, um ano a dormir em cama de bordão de palmeira junto das nossas camas de quartel, estava a fazer uma autópsia ao ar livre por via do cheiro quando me chamaram porque desmaiaras, encontrei-te exausta numa cadeira feita de tábuas de barrica, fechei a porta, acocorei-me a chorar ao pé de ti repetindo Até ao fim do mundo, até ao fim do mundo, certo da certeza de que nada nos podia separar, como uma onda para a praia na tua direcção vai o meu corpo, exclamou o Neruda e era assim connosco, e é assim comigo só que não sou capaz de to dizer ou digo-to se não estás, digo-to sozinho tonto do amor que te tenho, demais nos ferimos, nos magoámos, nos tentámos matar dento de cada um, e apesar disso, subterrânea e imensa, a onda continua e como para a praia na tua direcção o trigo do meu corpo se inclina, espigas de dedos que te buscam, tentam tocar-te, se prendem na tua pele com força de unhas, as tuas pernas estreitas apertam-me a cintura, subo a escada, bato o trinco, entro, o colchão conhece ainda o jeito do meu sono, penduro a roupa na cadeira, como uma onda para a praia como uma onda para a praia como uma onda para a praia na tua direcção vai o meu corpo.

António Lobo Antunes, Memória de Elefante

PT
Quem já leu António Lobo Antunes terá provavelmente a mesma sensação de dificuldade de transição que eu. Durante as primeiras páginas parecemos estar a ler um outro Português, onde o conceito de metáfora é reinventado e cada palavra é dissecada numa montanha-russa sucessiva de referências e sentidos. É difícil entrar, mas depois da porta aberta um conforto sobressaltado de emoções toma conta do compartimento de onde só parecemos sair enquanto momentaneamente fechamos o livro.

Para além de crónicas dispersas, li há alguns anos Os Cus de Judas, com a certeza de ter tido uma revelação. Tentei dar início à leitura de Ontem não te vi em Babilónia, mas esse continua a meio na mesa de cabeceira... a ele hei-de regressar um dia com novo folego. Com vontade de reler Lobo Antunes decidi-me então pelo primeiro romance do autor, já de 1979, bem mais pequeno, todo ele decorrido ao longo de um dia e noite de uma personagem: Memória de Elefante.
Um complexo cruzar de tempos, espaços e narradores, com uma forte influência autobiográfica marcada pela Guerra Colonial e a dor de um passado com que não se consegue conviver, acaba por estar sempre presente.
Respirar fundo e ler com calma cada palavra, com a certeza de sermos virados do avesso por uma rica e complexa escrita que, mais do que contar uma história, vale por si própria.

António Lobo Antunes poderá não ser para ler em qualquer altura, mas é certamente, mais cedo ou mais tarde, de leitura obrigatória - e para a ele obrigatoriamente regressar de tempos a tempos.

EN
Who ever read António Lobo Antunes will probably feel the same difficulty of transition I do. During the first few pages you seem to be reading another kind of language, where the concept of metaphor is reinvented and every word is dissected in a successive rollercoaster of references and meanings. It's difficult to enter, but as soon as the door opens a startling comfort of emotions takes over the room you only seem to leave while momentarily closing the book. 

Apart from some scattered chronics, I read a few years ago Os Cus Judas (available in English: The Land at the End of the World), with the certainty of having had a revelation. Later I tried to start the reading of Ontem não te vi em Babilónia, but this one is still unfinished and laid on the bedside table... I'll return to it someday with new breath. In the mood to read Lobo Antunes again I decided to choose the first novel by the author, from 1979, much smaller, all of it passed over a day and night of a character: Memória de Elefante
A complex cross of times, spaces and narrators, with a strong autobiographical influence marked by the Portuguese Colonial War and the pain of a past with which one cannot coexist, is ultimately always present. 
Breathe deeply and calmly read every word, with the certainty of being turned upside down by a rich and complex writing that, rather than telling a story, stands on its own. 

António Lobo Antunes may not be an everyday reading, but is certainly, sooner or later, mandatory - as it is to return to it from time to time.

desculpas há muitas // Agosto

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Tuesday, 9 September 2014



Podia estar mais saudável, mas ainda é capaz de dar para um chazinho... #desculpashámuitas 8.1 menta Mas é claro que vou ficar para jantar! Petiscos e Miminhos no CRU Summer Camp. #desculpashámuitas 8.2 claro Yey! Desafio superado no terceiro workshop no CRU Summer Camp, encadernação  com a Catarina do Alfaiate do Livro. #desculpashámuitas 8.3 número 3
Mini. #desculpashámuitas 8.4 jogo Treasure. #desculpashámuitas 8.5 marinho A base da massa de pizza de domingo à noite. #desculpashámuitas 8.10 farinha
A curiosidade enfiou o gato dentro do cesto. #desculpashámuitas 8.14 dentro Dinner time. #desculpashámuitas 8.15 lar Yummy! #desculpashámuitas 8.19 bom
Extremos que quase se tocam. #desculpashámuitas 8.23 ponta And today we went to Patos beach, with Islas Cies as wonderful scenario! Oh, the wonders of Spanish cuisine!
E mais uma para abrir o apetite... yummy! E depois da tempestade de ontem a frustrar a visita às belíssimas e enevoadas Islas Cies, heis que chega hoje o sol da bonança! Esta pontaria para o euromilhões não tenho eu... obrigada S. Pedro por estares sempre ocupado a dar cabo dos nossos planos :p Instruções para uma vida saudável. Vamos lá ver se os sumos detox são tão bons como dizem! #desculpashámuitas 8.31 instruções

PT
O mês de férias de Verão terminou e agora é tempo de regressar ao trabalho, já a pensar em novos projectos e na época de festas que se aproxima.
Setembro traz consigo aquela sensação de novo recomeço de ano... se nos tempos de escola isso era sinónimo de início de mais um ciclo lectivo, agora cabe a nós a responsabilidade de inventar novos desafios à altura do que queremos evoluir - pode parecer mais assustador, mas é, certamente (e convém acreditar que sim, fazendo por isso!), também mais motivante.

Ainda este ano é urgente preparar a participação na JOYA - a primeira feira de joalharia internacional em que irei participar, em Barcelona, já de 9 a 11 de Outubro! - planear novas parceiras com lojas, investir em mais formação e renovar a imagem do site... sim, muitas novidades para breve!

O tempo voa!
Enquanto vos deixo com alguns instamoments do meu desafio #desculpashámuitas de Agosto, saibam que a lista de Setembro já começou há dias e está aqui, para quem se quiser juntar a nós.

EN
The month of Summer vacation is over and now it's time to return to work, already thinking of new projects and the holiday season that's approaching. 
September brings with it a renewed sense of new beginning of year... while in school that would mean the beginning of another academic cycle, now it's up to us the responsibility of inventing new challenges up to what we want to evolve - it may seem scarier but it's certainly (and we should believe that it is, by making it so!) also more motivating. 

Still this year is urgent to prepare for participation in JOYA - the first international jewelry fair I'll attend, in Barcelona, already from 9 to 11 October! - to plan new collaborations with stores, invest in more training and renew the image of the site... yes, many news to come soon! 

Time flies! 
While I leave you with some of my instamoments of the challenge #desculpashámuitas of August, you should already know that the list of September was launched a few days ago here, for those who want to join us [portuguese only, sorry!].

on our way back home

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Friday, 5 September 2014

Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14

1. 2. Baiona 3. 4. Oia 5. 6. Santa Tegra 7. Tui 8. Valença International Bridge 9. 10. Valença 11. Tui, seen from Valença

PT
E no regresso das nossas férias na Galiza fizemos uma paragem em Oia para admirar o Mosteiro e ainda em A Guarda, para uma subida ao Monte Tegra, com os seus castros pré-históricos e as vistas fantásticas sobre o estuário do Minho.

O almoço foi em ruas de Tui, onde passeámos junto ao rio admirando Valença e o café foi dentro de muralhas, já do lado português, onde as vistas da Catedral espanhola também valem bem a pena.

Não se esqueçam de espreitar aqui a nossa visita às Islas Cíes e o resto das fotos destes dias bem passados. Até breve Galiza!

EN
And on the way back home from our holiday in Galicia we made ​​a stop in Oia to admire the Monastery and also in A Guarda, for a climb to Monte Tegra, with its prehistoric settlements and the fantastic views over the estuary of Minho. 

Lunch was on the streets of Tui, where we strolled along the riverside admiring Valença and the coffee was within walls, already in the Portuguese side, where the views of the Spanish Cathedral are also well worth. 

Don't forget to peek here our visit to Islas Cies and also the rest of the photos of these well-spent past days. See you soon Galicia!

Islas Cíes

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Wednesday, 3 September 2014

Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14
Galicia 08'14

1. 2. 3. 4. 5. On our way, from Baiona to Islas Cíes 6. Arriving 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. Islas Cíes

PT
Um dos pontos altos dos dias passados de férias na Galiza foi a visita às Islas Cíes.
Esta reserva natural composta por 3 pequenas ilhas, visitáveis de barco a partir dos portos de Baiona, Vigo ou Cangas, fica ao largo da Ria de Vigo e é facilmente avistada das praias na costa que frequentamos. A viagem de barco demora cerca de 40 minutos e aconselham a reservar com antecedência em época alta, porque o número de visitantes diário é limitado.
Quem quiser aprofundar a experiência pode ficar a pernoitar no Camping e facilmente passar os dias em caminhadas entre a paz dos arvoredos e montes rochosos, a espreitar as espécies marinhas locais nas águas do lago ou a descansar nas areias brancas da praia, que curiosamente une as duas ilhas mais a norte: Faro e Monteagudo.

Nós planeamos uma visita de um dia e quisesse eu ganhar a lotaria e não teria conseguido ser tão certeira: de todos os dias disponíveis acabamos por reservar aquele que se revelou o mais agreste! O nevoeiro não permitia, dos pontos mais altos dos percursos, avistar o ponto oposto da ilha ou às vezes sequer o mar, o vento era forte e a chuva acompanhou-nos em quase toda a caminhada, não nos deixando sequer deitar no areal da tão famosa e apetecível Praia de Rodas para um descanso de fim de tarde... ainda assim, não esmorecemos e percorremos os cerca de 15 km dos trilhos até aos miradouros, observando alguma fauna e flora locais, cruzando-nos com outros visitantes resistentes como nós e planeando mentalmente uma, quem sabe, próxima e merecida visita!

Ainda que não tenhamos conseguido aproveitar como queríamos, foi um dia diferente e bem preenchido, que deixou a certeza de que a visita vale bem a pena.
Ficam aqui algumas fotos da beleza das ilhas envolta em mistério... e se quiserem podem ver todas as outras fotos da viagem aqui.

EN
One of the highlights of our holidays in Galicia was visiting the Islas Cíes
This nature reserve in the mouth of the Ria de Vigo consists of three small islands that can be visited by boat from the ports of Baiona, Vigo or Cangas and are easily spotted from the beaches on the coast we attended. The boat trip takes about 40 minutes and they advise to book in advance in high season, because the number of daily visitors is limited. 
If you want to deepen the experience it's possible to stay overnight in the Camping and easily spend the days hiking between the peaceful groves and rocky hills, peeking local marine species in the waters of the lake or lounging on the white sands of the beach, which curiously unites the two islands further north: Faro and Monteagudo. 

We planned a one day visit and if I wanted to win the lottery I wouldn't be so accurate: from each vacation day available we booked precisely the one that proved the most wild! From the highest points of the paths, the fog didn't allow us to spot the opposite point of the island or sometimes even the sea, the wind was strong and the rain followed us almost the entire walk, not giving us the chance to lie on the famous and desirable sand of Rodas beach for a rest in the afternoon... still we didn't fade and walked the approximately 15 km of the tracks, watching some local fauna and flora, passing by other resistant visitors like us and maybe mentally planning some other future and well-deserved visit! 

Although we weren't been able to enjoy it as we wanted, it was a different and fulfilled day, which made us be sure that it's well worth the visit. 
Here are some photos of the beauty of the islands shrouded in mystery... and if you want you can see all the other photos from the trip here.

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