instamoments // February

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Monday, 2 March 2015



What?! Morning already?... The other side. A matar saudades dos Guindais - ou não ;) (estou certa que alguns de vocês me irão perceber!)
Estava bom, mas já acabou ;) Shadows and textures. Há uma primeira vez para tudo!
Looking up. Looking up. Bye Bye.
After lunch treat. �� �� Orbiting. As saudades que eu já tinha... Siza Design

PT
Chegou o mês da Primavera, por isso estamos já em contagem decrescente para os dias mais bonitos (pelo menos para quem gosta, é claro!), cheios de sol e calor.
Por aqui é ainda tempo de recordar Fevereiro, o mês mais curto do ano em dias, mas nem por isso com menos para contar... bom Março para todos!

EN
It's finally here the month of Spring, so we're already counting down to most beautiful days (at least for those who like it, of course!), filled with sun and heat.
Around here it's still time to remember February, the shortest month of the year in days, but not necessarily with less to tell... happy March everyone!

Oscars 2015

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Friday, 20 February 2015



PT
Está a chegar a grande noite dos Oscars!
Foram raras as vezes em que acompanhei esta noite em directo até ao final e nem sempre tenho uma opinião muito definida acerca dos meus favoritos, até porque este ano deve ser um dos poucos em que já vi grande parte dos filmes nomeados para as categorias principais - entre os candidatos a melhor filme, por exemplo, falta-me ver apenas Selma.

Há sempre grandes falhas e ausências a apontar - sinto a falta de Gone Girl, Interstellar e Jake Gyllenhaal, por exemplo - mas ainda assim a lista deste ano parece-me bem preenchida e equilibrada.
Esperava algo mais de Boyhood, apesar de tudo... e não posso dizer que seja grande fã de Wes Anderson, mas este The Grand Budapest Hotel é seguramente o melhor filme dele que já vi até à data. Já David Fincher, enquanto um dos meus realizadores favoritos, continua a superar as (minhas) expectativas.
É engraçado ver como entre os candidatos temos tantos filmes baseados em histórias verídicas, mas para mim foi, provavelmente, Birdman uma das maiores revelações - um filme incrível, em todos os aspectos.

Vamos ver qual traz mais e as mais importantes estatuetas para casa!
Vocês o que acham?

EN
The big night of the Oscars is almost here!
Due to the big time difference it's rare for me to watch the event live until the end and I don't always have a very clear opinion about my favorites, because this year should be one of the few I've seen most of the films nominated for the main categories - among the candidates for best picture, for example, I'm only missing Selma.

There are always great failures and absences to point out in the list - I miss Gone Girl, Interstellar and Jake Gyllenhaal, for example - but I still think the list of this year seems well filled and balanced.
I was expecting something more of Boyhood, though... and I can't say I'm a big fan of Wes Anderson, but this The Grand Budapest Hotel is surely the best film of his I've seen to date. David Fincher, on the other hand, as one of my favorite directors, keeps exceeding my expectations.
It's interesting to see how among the candidates are so many films based on true stories, but for me, one of the biggest revelations was probably Birdman - an amazing film in every way.

Let's see who brings more statuettes home!
What do you think?

Hotel Memória // João Tordo

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Wednesday, 18 February 2015


[Detail of Casa Batlló]

Não sei dizer com precisão quanto tempo mantive este ritual, mas penso que deve ter durado dois meses. Dois meses em silêncio, dos quais não guardo outras recordações senão estas, a triste estadia de um homem solitário num poço sem fundo de álcool. Começava a compreender, então, o poder do passado. O passado pode corroer o presente e minar o futuro; é o passado que nos afoga a cara na lama quando já caímos por terra, e que regressa nos momentos mais inesperados para tirar de nós aquilo que já não temos, o sabor das coisas que não tornam a acontecer, porque cada minuto que acontece se perde no precipício ao qual tudo vai, irrevogavelmente, parar.

João Tordo, Hotel Memória

PT
Tento há anos ler regularmente, procurando evitar que todas as obrigações crescentes que nos roubam tempo diariamente me façam abdicar também deste prazer. Intercalo estilos e autores e nem sempre me apetece pegar naquele livro de um autor favorito se o estado de espírito não está em conformidade com o que espero da leitura. Sim, às vezes leio livros apenas para passar tempo, daqueles que não ganham prémios nem somam erudição à lista de leituras... há momentos para tudo. Ainda assim, tento escolher o melhor possível, até porque leio devagar e o tempo não é muito, e nos últimos anos tenho procurado selecionar alguns dos mais recentes autores de língua portuguesa, que muito me têm surpreendido pela positiva, sobretudo Gonçalo M. Tavares, mas também José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe ou João Tordo.

Gostei muito deste Hotel Memória, o segundo livro que li de João Tordo - mais até do que do outro. Em João Tordo o conteúdo e a densidade da trama acaba por ser mais marcante do que a forma como esta é contada - o cenário, os acontecimentos e as personagens acabam por manter-nos envolvidos muito depois da leitura terminar, como se também nós tivéssemos sido incluídos na acção. Li o livro em pouco tempo, mas parece que vivera anos entre as linhas do Hotel Memória e tinha já pena de o deixar.

Um dos aspectos mais interessantes - e que tem vindo a ser recorrente noutros autores desta geração, como curiosamente foi discutido na conversa em que João Tordo esteve presente na última edição da Feira do Livro do Porto - é o facto de este livro aparentar poder ter sido escrito, tanto por um autor português, como de outra nacionalidade - e não digo isto por achar que a identidade nacional se está a perder de algum modo, mas sim, porque os autores portugueses estão cada vez mais internacionais/globais, quer pelas suas vivências, quer pelas suas abordagens e sem que isso os faça esquecer as suas origens (não acho, de todo, que a relação tenha que ser directa).

A memória, essa, irá continuar a deixar-me dividida entre o prazer de recordar e a nostalgia de não podermos nunca regressar ao que fomos - nostalgia que muitas vezes é uma enorme e incontrolável tristeza, uma terrível sensação de irremediável perda. Penso que, por muito realizados que nos sintamos no presente, a maior dificuldade de envelhecer é mesmo essa.

EN
I've been trying to read regularly for years, trying to avoid that all the growing daily obligations that steal us time make me give up of this pleasure too. I diversify in styles and authors, and I don't always feel like picking up that book by a favorite author if the mood is not in line with what I expect of the reading. Yes, sometimes I read books just to pass time, those that don't win awards or add any sense of erudition to the reading list... there is space for everything. Still, I try to choose the best possible, because I read slowly and time is not much. In recent years I've sought to select some of the most recent authors of Portuguese language and I've been positively surprised, especially by Gonçalo M. Tavares, but also José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe or João Tordo.

I really enjoyed this Hotel Memória [Memory Hotel], the second book I read by João Tordo - even more than the other one. In João Tordo the content and the density of the plot turns out to be more prominent than the way it is told - the scenery, the events and the characters keep us involved long after the reading is finished, as if we too had been included in the action. I read the book in a short time, but it seems that I lived years between the lines of Memory Hotel and was already feeling sorry to let go.

One of the most interesting aspects - and that has been recurring in other authors of this generation, as curiously was discussed in the conversation in which João Tordo was present in the latest edition of the Book Fair of Porto - is the fact that this book appears to may have been written, either by a Portuguese author, as by one of another nationality - and I don't say this because I think that national identity is being lost in some way, but because Portuguese authors are becoming increasingly international/global, either by their experiences as by their approach, but without making them forget their origins (I don't think the relation must be direct).

When it comes to memory, it will continue to let me torn between the pleasure of remembering and the nostalgia of knowing that we won't ever return to what we were - a nostalgia that is often a huge and uncontrollable sadness, a terrible sense of irretrievable loss. I think, as much as we may feel accomplished in the present, this is definitely the greatest difficulty of aging.

listening out loud // The Two Of Us

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Wednesday, 11 February 2015

{listening out loud} The Two Of Us

PT
Como o Dia dos Namorados está quase a chegar, aqui fica uma playlist para ouvir a dois - ou melhor, para cantar a dois. Espero que gostem!

EN
Valentine's Day is almost here, so I leave you with a playlist to listen with your loved one - or, better still, to sing along together. Enjoy!

01. Relator | Pete Yorn + Scarlett Johansson
02. This Mess We're In | PJ Harvey + Thom Yorke
03. Challengers | The New Pornographers
04. Chamakay | Blood Orange
05. Valentine | Linus Young
06. Uncomfortable | Mélanie Laurent + Damien Rice
07. For You | Angus & Julia Stone
08. Strange Weather | Anna Calvi + David Byrne

instamoments // January 2015

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Thursday, 5 February 2015



Bom Ano Novo!  Happy New Year! Espero que tenham começado bem o novo ano! Que seja doce, mas bem condimentado, como esta compota caseira de ananás e gengibre ;) Bom dia! // Good morning!
GULA - work in progress. Vejam tudo a partir de amanhã na exposição Remade in Portugal "in-utilitas", Fundação EDP Porto. GULA - work in progress. Vejam tudo na exposição Remade in Portugal "in-utilitas", com inauguração logo a partir das 18h, na Fundação EDP Porto. Do passeio de ontem. Memórias de dias a desenhar estas pedras.
Finalmente a encaixotar o Natal 2014 e com direito a ajuda profissional. Não é Frida?... �� Playing and working and playing. Há almoços de Domingo que mais parecem pequenos-almoços �� ✨
Há livros que nos obrigam a sublinhar enquanto lemos. Chop off his head! GULA, on display at Fundação EDP Porto, Remade in Portugal "in-utilitas" exhibition.
Decisions, decisions... Sunset. A yummy winter lunch.
Measuring + experimenting. Watchcat. Yes, please.

PT
E assim começou o novo ano... e assim chegamos a Fevereiro - sim, já!
Durante o primeiro mês de 2015 houve algumas novidades, como a participação da GULA na exposição Remade in Portugal (agora prolongada até 1 de Março!), algum trabalho em progresso para novidades que ainda virão, leituras, passeios e petiscos...

Não se esqueçam que está a decorrer no facebook uma super promoção de peças selecionadas com 50% de desconto! E que, não tarda, está aí o Dia dos Namorados... uma óptima oportunidade para mimar alguém especial ou - porque não? - mimarmo-nos a nós próprias.
Bom Fevereiro para todos!

EN
And so began the new year... and so February starts - yes, already!
During the first month of 2015 there were some news around here, such as the participation of the piece of jewelry GULA in the exhibition Remade in Portugal (now extended until March 1st!), some work in progress for something new that is still to come, some readings, walks and yummy snacks...

Don't forget that is taking place on facebook a super sale of selected jewelry with 50% discount! And that soon will be Valentine's Day... a great opportunity to treat someone special or - why not? - to treat ourselves.
Happy February everyone!

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