Lisboa

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Wednesday, 18 January 2017

Lisboa 11'16
Lisboa 11'16
Lisboa 11'16
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Lisboa 11'16
Lisboa 11'16
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Lisboa 11'16Lisboa 11'16
Lisboa 11'16
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Lisboa 11'16
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Terraços do Carmo / Elevador de Santa Justa  8. Miradouro de São Pedro de Alcântara 9. 10. 11. 12. 13. Arco da Rua Augusta 14. Chiado [+]

PT
A última ida a Lisboa foi já no início de Novembro passado. Desde aí uma lista de tarefas sem fim, eventos, festas e celebrações tem-se sobreposto à vontade de partilhar finalmente as fotos da viagem!

Foi uma viagem em trabalho, mas quando gostamos do que fazemos as viagens de trabalho são também um prazer.
O pretexto inicial da visita foi a intervenção na loja re_mind, um espaço muito simpático na Lx Factory onde podem ver ao vivo uma selecção do meu trabalho de joalharia, mas um ou dois dias passaram a quatro e daí até se tornar numa espécie de visita de estudo para conhecer sítios novos e inspiradores foi um passo!
Começando pela própria LX Factory, carregada de cafés e lojas que valem a pena a visita, passando por zonas que ainda não conhecia, como o Príncipe Real, o Miradouro de São Pedro de Alcântara e a marginal até à Fundação Champalimaud, até chegar a outras de passagem obrigatória, mas agora com novos motivos para uma paragem: os Terraços do Carmo (a intervenção de Siza que vem finalmente terminar o que foi começado com a reabilitação do Chiado) ou o Arco da Rua Augusta, que agora pude subir.

Foi também altura de finalmente visitar galerias e espaços de trabalho fantásticos dedicados à joalharia: o atelier da querida Tânia Gil, o do Valentim Quaresma, as Galerias Reverso e Tereza Seabra, a Padaria 24... reencontrar amigos e colegas, como o Carlos Silva (obrigada pela visita guiada!) ou a minha querida Joana Mota Capitão - e ainda ficar a conhecer a Sandra do Colectivo 71.86.

Mas nem só a joalharia me inspira, por isso reservei ainda tempo para a minha paixão arquitectónica: espreitar as curvas do MAAT, visitar o Museu dos Coches e o Atelier-Museu Júlio Pomar... mas sobre estes três espaços falarei mais tarde!
Por hoje: algumas fotos das cores do céu de Lisboa e um passeio pelo Chiado.

EN
The last trip to Lisbon was already in early November. Since then a list of endless tasks, events, parties and celebrations has prevented me to finally share the photos of the trip!

The mainly reason for the trip was work, but when we enjoy what we do, work trips are also a pleasure.
The initial pretext of the visit was the intervention in the store re_mind, a very nice space in Lx Factory where you can see a selection of my jewelry live, but one or two days turned to four and from there until it became a kind of study visit to get to know new and inspiring places was a step!
Beginning with LX Factory itself, full of cafes and shops that are worth the visit, passing through areas that I didn't know very well, such as Príncipe Real, Miradouro de São Pedro de Alcântara and the riverside until reaching Champalimaud Foundation, and other mandatory and well-known places, but now with new reasons for a stop: Terraços do Carmo (the intervention of Siza that finally concludes the project of rehabilitation of Chiado) or the Arco da Rua Augusta, that now I could climb to the top.

It was also time to finally visit galleries and fantastic workspaces dedicated to jewelry: the studio of dear Tânia Gil, of Valentim Quaresma, Galleries Reverso and Tereza Seabra, Padaria 24... to be with some friends and colleagues, like Carlos Silva (thank you for the guided tour!) or my dear Joana Mota Capitão - and even meeting Sandra from Colectivo 71.86.

But not only the jewelry inspires me, so I still reserved some time for my architectural passion: admiring the curves of MAAT, visiting Museu dos Coches and Atelier-Museu Júlio Pomar... but I'll show you more about these three spaces later!
For today: some photos of the sky colors of Lisbon and a walk through Chiado.

#9

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Friday, 13 January 2017

Porquê sentir falta de quem não podemos ter?
A saudade – disseste – existe apenas dentro de nós. Lá fora, a vida acontece em paralelo a tudo o que poderia ter acontecido. Não sentimos saudade realmente do que vivemos, mas do que poderíamos viver agora se a paixão não tivesse sido substituída pelo vazio. Sentirmos saudade de quem nunca poderíamos ter sido é sofrer inutilmente, como se o que vivemos agora não existisse.
- Eu sei – mas foi por ti que a saudade existe dentro de mim.
- Mata-a. E deixa-me morrer com ela.

2016.10.26 [Fragmentos de um Todo Incompleto]

Jesus Cristo Bebia Cerveja // Afonso Cruz

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Monday, 9 January 2017



A natureza abomina o vazio, ou dito numa língua morta: natura abhorret vacuum. Mas que ele existe, existe. Parece que o Nada, a existir, deixa de ser Nada para ser alguma coisa. A natureza não gosta de espaços vazios e preenche-os como um burocrata preenche requerimentos. Não deixa buracos em lado nenhum. Mesmo os lugares mais rarefeitos, como o espaço sideral e a estupidez humana, são preenchidos por alguma coisa: luz, metais leves, preconceitos, partículas e subpartículas dos átomos, radiações, chavões e telenovelas. A natureza enche chouriços, não há espaço vazio nas suas tripas. Um homem olha à sua volta e não encontra nada que não esteja já ocupado. Assim pensam os homens com a razão e a lógica que se passeia nos interstícios dos seus cérebros cinzentos, nessas dobras confusas que se assemelham a um intestino redondo ou a uma noz. Mas os homens que pensam com os sentimentos, têm outra lógica a nadar-lhes nas veias e artérias. Esses acreditam no vazio porque o vêem a toda a hora dentro de si.

Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja, p. 138

PT
Afonso Cruz leva-nos sempre para um mundo demasiado surreal para ser verdadeiro e talvez demasiado realista para ser sonho.
Ali encontramos motivos para rir e para chorar, motivos para reflectir sobre a inevitável tristeza da vida e para acreditar que é possível encontrar a felicidade onde menos se espera.

Jesus Cristo Bebia Cerveja multiplica personagens que acabam por encontrar-se num enredo de ilusão, ironia, decadência e morte, mas também de ternura, humor e humanidade.
Um sem fim de maravilhosas citações que apetece guardar e reler várias vezes - tendo em conta que o livro que li é emprestado, resta a vontade e a certeza de voltar a encontrar Afonso Cruz noutras leituras!

EN
Afonso Cruz always takes us to a world too surreal to be true and perhaps too realistic to be a dream.
In here you'll find reasons to laugh and cry, to reflect on the inevitable sadness of life and to believe that it is possible to find happiness where you least expect it.

Jesus Cristo Bebia Cerveja [Jesus Christ Drank Beer] multiplies characters that end up meeting in a plot of illusion, irony, decay and death, but also of tenderness, humor and humanity.
An endless number of wonderful quotations that you want to keep and re-read often - taking into account that the book I read was borrowed, there remains the will and the certainty of finding Afonso Cruz again in other readings.

2017

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Sunday, 1 January 2017



PT
Desde que "optei" pela vida de freelancer que ganhei uma maior consciência de que nada pode ser dado como adquirido. Por muito que some sucessos, cada dia parece um recomeço e não são raros os momentos de pânico em que dou por mim a pensar que é uma loucura não escolher o caminho mais "fácil". Mas se calhar não existe um caminho fácil - ou talvez simplesmente sermos quem somos não seja uma escolha.

Uma vez li uma entrevista em que o João Tordo dizia que sempre tinha tido dificuldade em lidar com situações de exposição pública e a forma de aprender a ultrapassar isso não passou pelo hábito, mas sim pela tomada de consciência de que a alternativa não era uma opção. Parar não é opção, recusar ou fugir não é opção, conformar-se não é opção - e é esta forma de colocar as coisas em perspectiva que me faz encarar um novo dia com mais calma e a certeza de que ninguém pode vivê-lo por mim. E o que é o pior que pode acontecer? Na maior parte das vezes, se respondermos conscientemente a esta pergunta, vemos que no fundo não precisamos de ter tanto medo quanto julgávamos.

Não sei até que ponto escolhemos aquilo que nos acontece na vida. Não acredito que é o destino que escolhe por nós, mas há muitas decisões que nos sentimos obrigados a tomar mesmo sem querermos, seja pela circunstância, por influência da nossa educação, de pressões exteriores e interiores, por medo. Há demasiadas coisas que não conseguimos controlar - seja uma guerra ou um terramoto - e coisas que temos apenas a ilusão de que conseguimos controlar - a viagem que planeamos ao pormenor ou a aparente segurança do emprego de sempre - por isso resta-nos fazer um esforço para não deixarmos que seja a "vida" a decidir por nós todo o resto.

Esta composição de #2016bestnine que reúne as "melhores" 9 fotos do meu instagram (não, são só aquelas com mais likes) é, como todas as generalizações, talvez um pouco superficial e enganadora, mas não deixa de reunir algumas das coisas de que mais gosto e que espero continuar a multiplicar ao longo do ano que agora começou: viver a minha cidade e descobrir outras, a admiração pela arquitectura, pela arte e pela paisagem, ver o meu trabalho crescer e partilhar essas alegrias com aqueles que são especiais na minha vida - Frida incluída.

Um bom 2017 para todos!

EN
Since I "opted" for freelance life I've gained a greater awareness that nothing can be taken for granted. For as many successes I may have, every day seems like a fresh start, and the moments of panic in which I think it's crazy not to choose the "easy" way are not uncommon. But maybe there is no easy way - or maybe just being who we are is not a choice.

Once I read an interview in which João Tordo said that he always had difficulty dealing with situations of public exposure and a way of learning to overcome it was not a matter of habit but an awareness that an alternative was not an option. To stop is not an option, to refuse or to escape is not an option, to conform is not an option - and it's this way of putting things into perspective that makes me face a new day with more calm and the certainty that no one can live it for me. And what is the worst that can happen? Most of the time, if you answer this question honestly, you see that there's no need to be as afraid as you thought.

I don't know if we really choose what happens to us in life. I don't believe that it's destiny that chooses for us, but there are many decisions that we feel obliged to take even if we don't want to, through the influence of context, our education, external and internal pressures, or fear. There are too many things that we can't control - a war or an earthquake - and things that we only think we can control - a trip planned to the detail or the apparent security of a job of a lifetime - so maybe we should try to make an effort to decide the rest for ourselves.

This image of #2016bestnine that brings together the "best" 9 photos of my instagram (well, not the best, but the ones with more likes), like every generalization, may be a bit shallow and misleading, but it does not fail to gather some of the things that I most enjoy and that I hope to continue to multiply throughout the new year that have just began: living my city and discovering others, the admiration for architecture, art and landscape, seeing my work grow and sharing these joys with those who are special in my life - Frida included.

A happy 2017 for everyone!

Happy Holidays!

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Saturday, 24 December 2016



PT
E depois de todo o trabalho de um ano acumulado, de todos os possíveis sonhos cumpridos, de todos os presentes comprados... chegou aquela altura do ano de desejar a todos um muito feliz Natal!

A próxima semana será de transição: o trabalho no atelier fará uma pausa, mas na cabeça já se multiplicam ideias para novos projectos em 2017. Estarei de volta ao Tincal lab em horário normal no dia 2 de Janeiro.

Até lá, é altura de comer pão-de-ló, fazer aletria e rabanadas, ouvir músicas com sininhos, imaginar neve a cair do outro lado da janela, partilhar a mesa cheia com aqueles que nos são mais próximos, e (que remédio) dedicar uma mensagem de saudade àqueles que só não estão mais próximos porque a distância física ou o passar do tempo o determinam.

Festas felizes e boas entradas em 2017!

EN
And after all the accumulated work of a year, of all the possible dreams fulfilled, of all the gifts bought... it's that time of year to wish everyone a merry Christmas!

Next week will be transitional: the atelier will close for a break but in the head I'm already multiplying ideas for new projects in 2017. I'll be back to Tincal lab on January 2nd.

Until then, it's time to eat pão-de-ló, make aletria and rabanadas, listen to songs with bells, imagine snow falling on the other side of the window, share the table with the ones close to our hearts and to dedicate a message of longing to those who can't be closer either because physical distance or the passage of time determines it.

Happy holidays and a promising 2017!

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